Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.
24 de mai. de 2002
O segundo dia de Chivas Jazz começou meia-boca, com um show muito mais ou menos de Abdullah Ibrahim. Não que estivesse ruim, mas do palco devia estar muito melhor. O som estava tremendamente baixo e o técnico de som (sempre ele...) por algum motivo obscuro simplesmente limou o som dos pratos em boa parte do show. Sem punch nenhum, achei bem chato.
Em compensação, pra depurar a alma da platéia, Avishai Cohen fez um daqueles shows que, com sorte, você assiste a cada 5 anos. Banda maravilhosa e totalmente entrosada. Você sentia ali que aquelas pessoas curtem muito o que fazem e acima de tudo, curtem tocar com aquelas pessoas. Os destaques foram o trompetista (monstro) e o próprio Avishai, pois o bichinho não somente é um exímio pianista, como também um baixista (elétrico e acústico) de mão cheia, literalmente. Amei. Amém.
Em compensação, pra depurar a alma da platéia, Avishai Cohen fez um daqueles shows que, com sorte, você assiste a cada 5 anos. Banda maravilhosa e totalmente entrosada. Você sentia ali que aquelas pessoas curtem muito o que fazem e acima de tudo, curtem tocar com aquelas pessoas. Os destaques foram o trompetista (monstro) e o próprio Avishai, pois o bichinho não somente é um exímio pianista, como também um baixista (elétrico e acústico) de mão cheia, literalmente. Amei. Amém.
23 de mai. de 2002
Da série 'meus standards prediletos': In a Sentimental Mood (Duke Ellington).
A versão mais linda de todos os tempos, de uma das músicas mais lindas do mundo foi gravada por Steps Ahead, banda dos monstros Michael Brecker, Mike Stern e Daryl Jones, entre outros. É apenas uma base de teclado com solo de sax midi, mas é de chorar.
A versão mais linda de todos os tempos, de uma das músicas mais lindas do mundo foi gravada por Steps Ahead, banda dos monstros Michael Brecker, Mike Stern e Daryl Jones, entre outros. É apenas uma base de teclado com solo de sax midi, mas é de chorar.
Tudo o que você sempre quis saber sobre código de barras e sempre teve preguiça de perguntar.
Dica dos Creative Brothers.
Rapaz, como foi que eu demorei 2 anos para ir ao Chivas Jazz Festival?
O evento é simplesmente classe Azíssimo. Estacionamento privativo (e não aquele perrengue de ter que morrer em 15 contos na mão de guardador), sem filas e estresses na porta e com banheiros na medida. Estrutura nota 10. Lembrou realmente as primeiras edições do Free Jazz, dos tempos de Hotel Nacional, quando podíamos considerá-lo um festival de jazz (nada contra seu formato atual, mas a proposta mudou radicalmente de uns anos pra cá).
Achei os shows da primeira noite duca. Jean-Michel Pilc devastador no piano, um misto de Michel Camillo com Oscar Peterson, entortando as harmonias de grandes standards e com comparsas à altura, fez seu show soar como uma grande porrada na moleira dos ouvintes. Destaque para o baterista Ari Hoenig - Uncle Beans total - e para a singela homenagem ao mestre Tom com um medley de Wave / Corcovado. É legal quando você vê alguem de fora tocando bossa nova sem a obrigação de tocar versões bossa nova. O bicho destroçou um free jazz e tá tudo em casa, como quem diz 'o Tom é um gênio, mas é assim que eu gosto de tocar suas músicas'. Bacana mesmo.
O encerramento ficou por conta de Chico Freeman, com Hilton Ruiz no piano e seu som a la cubana, mambo e rumba dos deuses. Demais.
O porém (pra variar) ficou por conta da platéia, que cisma em ir a esses eventos para fazer um bonito com o chefe, sair bem na foto ou ficar de papo furado no bar. Êta mulambada.
O evento é simplesmente classe Azíssimo. Estacionamento privativo (e não aquele perrengue de ter que morrer em 15 contos na mão de guardador), sem filas e estresses na porta e com banheiros na medida. Estrutura nota 10. Lembrou realmente as primeiras edições do Free Jazz, dos tempos de Hotel Nacional, quando podíamos considerá-lo um festival de jazz (nada contra seu formato atual, mas a proposta mudou radicalmente de uns anos pra cá).
Achei os shows da primeira noite duca. Jean-Michel Pilc devastador no piano, um misto de Michel Camillo com Oscar Peterson, entortando as harmonias de grandes standards e com comparsas à altura, fez seu show soar como uma grande porrada na moleira dos ouvintes. Destaque para o baterista Ari Hoenig - Uncle Beans total - e para a singela homenagem ao mestre Tom com um medley de Wave / Corcovado. É legal quando você vê alguem de fora tocando bossa nova sem a obrigação de tocar versões bossa nova. O bicho destroçou um free jazz e tá tudo em casa, como quem diz 'o Tom é um gênio, mas é assim que eu gosto de tocar suas músicas'. Bacana mesmo.
O encerramento ficou por conta de Chico Freeman, com Hilton Ruiz no piano e seu som a la cubana, mambo e rumba dos deuses. Demais.
O porém (pra variar) ficou por conta da platéia, que cisma em ir a esses eventos para fazer um bonito com o chefe, sair bem na foto ou ficar de papo furado no bar. Êta mulambada.
22 de mai. de 2002
Da série 'meus standards prediletos': Things Ain't What They Use To Be (Duke Ellington).
Recomendo as versões de Paul Desmond (ao vivo) e da The Gadd Gang, banda de Steve Gadd, um dos melhores bateristas de todos os tempos.
O mais engraçado é quando o Sexteto Onze e Meia arrisca tocá-la. Claro, não chega aos pés da maneira que eles tocam Cantaloupe Island - a música mais firififada de todos os tempos, mas dá bastante medo. Socorro.
Recomendo as versões de Paul Desmond (ao vivo) e da The Gadd Gang, banda de Steve Gadd, um dos melhores bateristas de todos os tempos.
O mais engraçado é quando o Sexteto Onze e Meia arrisca tocá-la. Claro, não chega aos pés da maneira que eles tocam Cantaloupe Island - a música mais firififada de todos os tempos, mas dá bastante medo. Socorro.
Mestre Catarro avisa que o Luni está voltando. Curioso, achava que só eu conhecia essa banda, que era muito legal, diga-se de passagem.
Eu vi um especial que passou com eles na falida Rede Manchete há muito tempo atrás, bem antes deles serem tema de abertura da novela Que Rei Sou Eu, e desde então achei um barato, era apaixonado pela baixista, inclusive. Agora, uma coisa que eu não tava ligado é que a Marisa Orth participava da banda! Sensacional.
Eu vi um especial que passou com eles na falida Rede Manchete há muito tempo atrás, bem antes deles serem tema de abertura da novela Que Rei Sou Eu, e desde então achei um barato, era apaixonado pela baixista, inclusive. Agora, uma coisa que eu não tava ligado é que a Marisa Orth participava da banda! Sensacional.
E eu recebi um email muito fofinho que relacionava a personalidade a letra que inicia o nome da pessoa. Olha o que diz a minha:
C- Criativo(a), amável e expressivo(a), você é uma pessoa cheia de charme e com uma dose incrível de curiosidade. Tem a maior dificuldade de se concentrar no que está fazendo e não consegue guardar suas idéias só para você: precisa compartilhar tudo com os outros. Festas? Você adora, e está sempre de bom astral. O único perigo é exagerar a dose e se tornar nervoso(a), inquieto(a) e um pouco fofoqueiro(a). Mesmo porque você adora "enfeitar" a realidade.
C- Criativo(a), amável e expressivo(a), você é uma pessoa cheia de charme e com uma dose incrível de curiosidade. Tem a maior dificuldade de se concentrar no que está fazendo e não consegue guardar suas idéias só para você: precisa compartilhar tudo com os outros. Festas? Você adora, e está sempre de bom astral. O único perigo é exagerar a dose e se tornar nervoso(a), inquieto(a) e um pouco fofoqueiro(a). Mesmo porque você adora "enfeitar" a realidade.
21 de mai. de 2002
20 de mai. de 2002
E Fabarruda manda uma grande notícia:
"Vai acontecer amanha (21/05) às 19h, no Centro de Artes Helio Oiticica a abertura da exposição One Year Performance. O H.O. fica proximo a praça Tiradentes - Rua Luis de Camoes, 68 - Centro
Time Piece é a segunda one year performance de uma série de cinco executadas por Tehching Hsieh entre 1978 e 1986. Cada obra dessa série foi tão árdua na sua execução quanto desconcertante na sua contemplação. Entre 11 de abril de 1980 e 11 de abril 1981, o artista se submeteu a um duro ritual: acionou um relógio de ponto de hora em hora, 24 horas por dia durante todo o ano. As 8.760 vezes em que bateu o ponto, tirou um fotograma de si mesmo, o que resultou num filme de animação em que cada dia (24 horas) é representado por 1 segundo de filme (24 quadros), e um ano passa a ser comprimido em seis minutos. A vida do artista, reduzida a este gesto, torna-se inseparável da arte a que ele se propõe. O formato de um ano fortalece esta tese - um período de tempo que não vai ser confundido com um intervalo ou com um evento de arte, mas um ponto aonde arte e vida se tornam uma coisa só.
Time Piece é um evento de body art / performance executado com o rigor e disciplina de uma obra formalista. Apesar de produzida em 1982, a obra transcende seu momento histórico e apresenta hoje a mesma força por estar lidando com questões não apenas na esfera da linguagem da arte mas de natureza existencial e universal. O trabalho nos convida a uma contemplação às vezes desconfortável, no que se refere a natureza do tempo, a relação entre investimento e propósito e a conviccão que sentimos perante o que fazemos. O filme aqui apresentado, apesar de ser um documento como outros que acompanharam suas performances, vai além de mero registro. Sua densidade conceitual, sua simetria (24horas X 24quadros), e sua propriedade de ser uma mídia que se expõe em tempo linear, lhe conferem as características de uma metáfora".
Bom, eu já assisti o dito filme... É do grande c*ralho, uma das coisas mais angustiantes que já vi até hoje e uma das que mais me fizeram repensar a arte. Imperdível.
"Vai acontecer amanha (21/05) às 19h, no Centro de Artes Helio Oiticica a abertura da exposição One Year Performance. O H.O. fica proximo a praça Tiradentes - Rua Luis de Camoes, 68 - Centro
Time Piece é a segunda one year performance de uma série de cinco executadas por Tehching Hsieh entre 1978 e 1986. Cada obra dessa série foi tão árdua na sua execução quanto desconcertante na sua contemplação. Entre 11 de abril de 1980 e 11 de abril 1981, o artista se submeteu a um duro ritual: acionou um relógio de ponto de hora em hora, 24 horas por dia durante todo o ano. As 8.760 vezes em que bateu o ponto, tirou um fotograma de si mesmo, o que resultou num filme de animação em que cada dia (24 horas) é representado por 1 segundo de filme (24 quadros), e um ano passa a ser comprimido em seis minutos. A vida do artista, reduzida a este gesto, torna-se inseparável da arte a que ele se propõe. O formato de um ano fortalece esta tese - um período de tempo que não vai ser confundido com um intervalo ou com um evento de arte, mas um ponto aonde arte e vida se tornam uma coisa só.
Time Piece é um evento de body art / performance executado com o rigor e disciplina de uma obra formalista. Apesar de produzida em 1982, a obra transcende seu momento histórico e apresenta hoje a mesma força por estar lidando com questões não apenas na esfera da linguagem da arte mas de natureza existencial e universal. O trabalho nos convida a uma contemplação às vezes desconfortável, no que se refere a natureza do tempo, a relação entre investimento e propósito e a conviccão que sentimos perante o que fazemos. O filme aqui apresentado, apesar de ser um documento como outros que acompanharam suas performances, vai além de mero registro. Sua densidade conceitual, sua simetria (24horas X 24quadros), e sua propriedade de ser uma mídia que se expõe em tempo linear, lhe conferem as características de uma metáfora".
Bom, eu já assisti o dito filme... É do grande c*ralho, uma das coisas mais angustiantes que já vi até hoje e uma das que mais me fizeram repensar a arte. Imperdível.
19 de mai. de 2002
Nem tudo está perdido na TV brasileira. Num domingão de Gugu no Carandiru, votação final da Casa dos Artistas e BBBs (Bebelóis Brasil), Abujamra quebra tudo com essa sucinta frase:
"Nada é mais perigoso que ter muita certeza de uma coisa, pois você passa a ignorar todas as opiniões contrárias à sua certeza. É preciso idolatrar a dúvida. A especialização é imoral." (Fecha a luz).
Cacetada, Provocações é uma das poucas coisas da TV que valem a pena assistir com o som ligado. O resto não é ruim, foi você que não apertou a tecla mute.
"Nada é mais perigoso que ter muita certeza de uma coisa, pois você passa a ignorar todas as opiniões contrárias à sua certeza. É preciso idolatrar a dúvida. A especialização é imoral." (Fecha a luz).
Cacetada, Provocações é uma das poucas coisas da TV que valem a pena assistir com o som ligado. O resto não é ruim, foi você que não apertou a tecla mute.
18 de mai. de 2002
17 de mai. de 2002
10 bateristas que eu gostaria de ser:
01. Dennis Chambers (Parliament, Deus e o mundo)
02. Neil Peart (Rush)
03. John Bonham (Led)
04. Dave Weckl (Chick Corea, Michel Camilo, Deus e o mundo)
05. Steve Gadd (Paul McCartney, Deus e o mundo)
06. William Calhoun (Living Colour)
07. Airto Moreira (Return to Forever, Deus e o mundo)
08. Omar Hakim (Sting, Madonna, Weather Report, Deus e o mundo)
09. Vinnie Colaiuta (Sting, Deus e o mundo)
10. Lenny White (Deus e o mundo)
01. Dennis Chambers (Parliament, Deus e o mundo)
02. Neil Peart (Rush)
03. John Bonham (Led)
04. Dave Weckl (Chick Corea, Michel Camilo, Deus e o mundo)
05. Steve Gadd (Paul McCartney, Deus e o mundo)
06. William Calhoun (Living Colour)
07. Airto Moreira (Return to Forever, Deus e o mundo)
08. Omar Hakim (Sting, Madonna, Weather Report, Deus e o mundo)
09. Vinnie Colaiuta (Sting, Deus e o mundo)
10. Lenny White (Deus e o mundo)
Tipo assim, 20 anos depois...
"É claro que a gente não pode ser contra a música estrangeira porque você pode acabar sendo contra Duke Ellington, e aí você estará sendo imbecil (...) Mas a gente tá chegando num ponto de mastigação mental, que 'ok' é o mesmo que 'tudo bem', entendeu, bicho? (...) Nós devemos agir em português... mas ta difícil. (...) O Brasil está matando o Brasil. (...) A música brasileira nunca será valorizada pela grande maioria. O cara que frequenta discoteca, se tiver uma graninha, não vai comprar disco brasileiro. Vai comprar o importado mesmo."
Trecho da entrevista de Elis Regina no programa Jogo da Verdade, gravado no dia 6 de janeiro de 1982, 13 dias antes de sua morte.
A baixinha realmente sabia das coisas.
"É claro que a gente não pode ser contra a música estrangeira porque você pode acabar sendo contra Duke Ellington, e aí você estará sendo imbecil (...) Mas a gente tá chegando num ponto de mastigação mental, que 'ok' é o mesmo que 'tudo bem', entendeu, bicho? (...) Nós devemos agir em português... mas ta difícil. (...) O Brasil está matando o Brasil. (...) A música brasileira nunca será valorizada pela grande maioria. O cara que frequenta discoteca, se tiver uma graninha, não vai comprar disco brasileiro. Vai comprar o importado mesmo."
Trecho da entrevista de Elis Regina no programa Jogo da Verdade, gravado no dia 6 de janeiro de 1982, 13 dias antes de sua morte.
A baixinha realmente sabia das coisas.
Ando procurando fazer as pazes com 3D design (pelos últimos posts acho que deu pra reparar). Durante algum tempo andei com um certo abuso, pois além dessa técnica ter levado um certo Hans para o lado negro da força, eu tive um sócio que gostava de tudo (se bobear, até texto corrido) em 3D.
Final Fantasies à parte, resolvi deixar o preconceito de lado e voltar a pesquisar, pra saber o que nego anda aprontando. E para minha surpresa vi muitas coisas "do bem", principalmente aqui na terrinha.
Uma delas é o trabalho do Marcelo, que não satisfeito em ser um artista gráfico de mão cheia, montou um site com vários tutoriais (do básico ao avançado), links e até mesmo um concurso de iluminação . Para os que curtem a arte da 3Dzagem é tudo de bom.
Final Fantasies à parte, resolvi deixar o preconceito de lado e voltar a pesquisar, pra saber o que nego anda aprontando. E para minha surpresa vi muitas coisas "do bem", principalmente aqui na terrinha.
Uma delas é o trabalho do Marcelo, que não satisfeito em ser um artista gráfico de mão cheia, montou um site com vários tutoriais (do básico ao avançado), links e até mesmo um concurso de iluminação . Para os que curtem a arte da 3Dzagem é tudo de bom.
14 de mai. de 2002
Só pra constar: isso não é masturbação musical. O lance é que, em música eletrônica, o grande diferencial são exatamente esses detalhes de produção, essas coisas que a gente 'não ouve' que tornam a música algo interessante, diferente, com mais dinâmica e agradável (ou não) aos ouvidos. É isso que dá vida a um som teoricamente frio, e que não o faz ficar um bate-estaca dos infernos, sem nenhum sentido ou inteligência.
Citando exemplos muuuito por alto: os Chemical Brothers adoram caprichar nos detalhes de bateria (são uns dos melhores nisso), o Crystal Method tem uma timbragem muito característica dos baixos e teclados - são bem diversificados, mas os sons tendem sempre para um "caucaucaucau" -, o Massive Attack abusa da ambientação dos instrumentos, e por aí vai.
Citando exemplos muuuito por alto: os Chemical Brothers adoram caprichar nos detalhes de bateria (são uns dos melhores nisso), o Crystal Method tem uma timbragem muito característica dos baixos e teclados - são bem diversificados, mas os sons tendem sempre para um "caucaucaucau" -, o Massive Attack abusa da ambientação dos instrumentos, e por aí vai.
Se você curte Asian Dub Foundation e nunca entendeu direito porque eles soam tão diferente das demais bandas, recomendo ouvir o clássico Buzzin' no fone de ouvido.
Ontem, enquanto o sono não chegava (putz, como tem demorado para aparecer), resolvi vasculhar meus mp3's para ver o quão diferente as músicas soariam no headphone.
Rapaz, e não é que eu quase caio pra trás quando seleciono a dita cuja? Apesar de manjadinha, Buzzin' é uma obra prima do drum'n'bass. A riqueza e a diversidade de seus elementos é de um detalhismo invejável, cheia de blims, poims e blurblurblurs, tudo selecionado muito cuidadosamente, com um extremo bom gosto e incrívelmente bem mixado (e tome "pan rotativo"). Muito bom mesmo.
Eu sempre simpatizei com o som e as idéias dos caras, mas depois dessa, ganharam meu respeito de vez. Muito bom.
Ontem, enquanto o sono não chegava (putz, como tem demorado para aparecer), resolvi vasculhar meus mp3's para ver o quão diferente as músicas soariam no headphone.
Rapaz, e não é que eu quase caio pra trás quando seleciono a dita cuja? Apesar de manjadinha, Buzzin' é uma obra prima do drum'n'bass. A riqueza e a diversidade de seus elementos é de um detalhismo invejável, cheia de blims, poims e blurblurblurs, tudo selecionado muito cuidadosamente, com um extremo bom gosto e incrívelmente bem mixado (e tome "pan rotativo"). Muito bom mesmo.
Eu sempre simpatizei com o som e as idéias dos caras, mas depois dessa, ganharam meu respeito de vez. Muito bom.
12 de mai. de 2002
10 de mai. de 2002
E por falar nisso, um site nada "foda-se": 3D Total.
Os macacos véios da arte da 3Dzagem devem conhece-lo de longas datas, mas para os não iniciados é um prato cheio até a borda. De tutoriais a links cabulosos, de tudo um muito. É um excelente ponto de partida.
Os macacos véios da arte da 3Dzagem devem conhece-lo de longas datas, mas para os não iniciados é um prato cheio até a borda. De tutoriais a links cabulosos, de tudo um muito. É um excelente ponto de partida.
9 de mai. de 2002
Muita ralação (burocrática, principalmente) e pouco tempo me sobra para minhas abobrinhas diárias. Mas ao abrir o jornal de hoje, uma notícia me chamou a atenção:
"Seleção Brasileira Vai Levar Duas Toneladas de Bagagem
Serão 914 camisas de jogo, 280 de treino, 155 bolas oficiais da Copa, 150 sungas, 55 tênis de passeio,140 quilos de feijão e 90 de farinha".
Mulambices à parte (levar 140 quilos de feijão e 90 de farinha pra Coréia é altamente mulambo), o que me chamou a atenção foram as 914 camisas de jogo. O otimismo do Felipão me inveja. >:D
"Seleção Brasileira Vai Levar Duas Toneladas de Bagagem
Serão 914 camisas de jogo, 280 de treino, 155 bolas oficiais da Copa, 150 sungas, 55 tênis de passeio,140 quilos de feijão e 90 de farinha".
Mulambices à parte (levar 140 quilos de feijão e 90 de farinha pra Coréia é altamente mulambo), o que me chamou a atenção foram as 914 camisas de jogo. O otimismo do Felipão me inveja. >:D
8 de mai. de 2002
Fazendo a notícia circular:
O volume de acessos está acima de qualquer projeção, traduzindo-se em um tráfego de 2 GB na data de lançamento, seguido por 1.5 GB no segundo dia. Trabalhamos desde então para reposicionar alguns links e desafogar a banda do site. Sabemos que o carregamento da página está lento, e que em alguns momentos há incidência de erros nos downloads, fruto, provavelmente, do grande volume de requisições. Pedimos a paciência de todos, até que a situação esteja normalizada.
Só pra constar: 5.5 gb em três dias. Socorro.
O volume de acessos está acima de qualquer projeção, traduzindo-se em um tráfego de 2 GB na data de lançamento, seguido por 1.5 GB no segundo dia. Trabalhamos desde então para reposicionar alguns links e desafogar a banda do site. Sabemos que o carregamento da página está lento, e que em alguns momentos há incidência de erros nos downloads, fruto, provavelmente, do grande volume de requisições. Pedimos a paciência de todos, até que a situação esteja normalizada.
Só pra constar: 5.5 gb em três dias. Socorro.
E o processo de mulambização (alô MauVal) da UFRJ / EBA vai de vento em popa. Quando você acha que nada mais lhe assusta, eis que surge uma nova emoção.
Abaixo, o e-mail recebido do amigo Fernando narra uma estorinha nada engraçada que ele teve que encarar, dentro de uma das maiores instituições de ensino do país.
--- cut here ---
(...)
Alunos de PP da Escola de Belas Artes da UFRJ!! CUIDADO!! CUIDADO com professores arrogantes que gostam de impressionar botando banca de grande profissional.
Existem professores (na verdade, é só UM) de Desenvolvimento de Projeto de Produto (e graduação) no curso da UFRJ que MENOSPREZAM, SUBESTIMAM, DIMINUEM seus alunos, mas mantém um interesse nojento de CONVENCER os alunos ingênuos (ou já loucos para se livrarem do mesmo) a registrarem os SEUS projetos no INPI, INCLUINDO o nome do professor no registro como autor, como se tivesse participado da produção do projeto.
Estou falando por experiência própria. Passei um ano de amargura tentando conciliar as minhas idéias para projeto final e sendo constantemente AVACALHADO pelo meu orientador, que, em vez de me orientar a aprimorar profissionalmente um projeto, ou no mínimo não interferir nas minhas idéias e soluções, só sabia ficar falando de seus grandes méritos, de que é o único-professor-pós-graduado-blá-blá-blá, ou que tem trocentas matérias publicadas no exterior e que por isso eu não podia contestar suas opiniões. Hoje eu posso dizer que eu CAGO pra todos esses argumentos dele e que isso não faz dele um profissional melhor do que eu o do que ninguém.
Este mesmo professor ameaçou diversas vezes não me dar nota, caso (por exemplo) eu não entregasse um CD com TODO o material de trabalho. Tarefa que eu cumpri atochando o CD de coisas inúteis, arquivos de 3D complicadíssimos, pranchas em jpg do tamanho de um SELO, e relatório em PDF, para não poder ser editado.
Não me daria nota também se eu não imprimisse uma cópia do relatório com o nome dele na CAPA, contrariando todas as regras de padronização de relatórios. Também não me daria nota se eu não desse pra ele uma cópia em A3 de todas as pranchas (que saiu em torno de 70 reais).
Para resumir a pretensão e arrogância do professor, cito a seguinte frase dita pelo mesmo, com as mesmas palavras:
- "Não existe no Brasil professor qualificado, EXCETO EU, para avaliar um projeto final de graduação de desenho industrial."
Isto não é invenção. Não é mentira. Não é exagero. É o que ele disse. Quem me conhece ou conhece o professor em questão sabe que eu não estou mentindo. O infeliz não só cagou (como se pudesse) na cabeça de todos os professores do Brasil, como se acha um excelente profissional mundial.
O que me leva a perguntar: ALGUÉM É CAPAZ DE ME APRESENTAR ALGUM PROJETO QUALQUER FEITO POR ESTE PROFESSOR ?!?!?! Qualquer projeto que não seja teórico, qualquer desenvolvimento REAL de um projeto que tenha sido, no mínimo, levado em consideração, e não temas sobre design-world-for-people-fegono-flengous ou análises-publicações em alemão sobre "porque-eu-sou-tão-foda-e-ainda-moro-nesta-merda-de-país?!".
O que me deixa mais puto é o mesmo professor recalcado por ser um profissional fracassado e frustrado querer que os alunos REGISTREM seus projetos INCLUINDO o nome dele nos projetos.
Este professor não me ajudou em uma vírgula do meu projeto, e não dava atenção aos problemas que eu encontrava e procurava solução, só sabia dizer que "TEMOS QUE PATENTEAR ESTE PROJETO PARA VENDER PARA PREFEITURA E GANHAR MUITO DINHEIRO".
O professor em questão é tão inteligente que não sabe que é quase impossível um projeto de Desenho Industrial ser patenteável, pois não é uma invenção de um sistema. O que tem que ser feito é um REGISTRO do desenho industrial.
Durante o meu projeto, deixei ele falar durante o ano inteiro. Me fiz de idiota. Mas no dia seguinte que eu apresentei meu projeto, fui no INPI registrar o projeto como desenho industrial, apenas no meu nome e no da minha dupla. SEM o nome dele. Não era justo incluí-lo como autor de um trabalho exaustivo quando ele só fez atrapalhar a produção do mesmo.
Eu tinha o consentimento de dois professores da banca que me deram 10 e mais de 30 alunos na sala, que puderam comprovar que o projeto estava, modéstia a parte, impecável. Na apresentação, ele fez questão de mostrar aos presentes que era tão fodão que não se impressionava com um projetinho daqueles, e que a gente não devia se orgulhar tanto por ter feito o "o mínimo necessário para um projeto a nível mundial".
Aproveito a merda que eu tô jogando no ventilador para alertar que este mesmo professor está bolando propostas de OBRIGAR os alunos a assinarem um contrato desde o 1o período de ceder TODOS os projetos criados lá dentro para a faculdade, de forma que eles (os professores) sejam os verdadeiros donos dos projetos (podendo aperfeiçoar boas idéias e ganhar dinheiro em cima dos alunos). Não deixem isto acontecer!
Esclarecendo, eu sou COMPLETAMENTE a favor de ASSOCIAR o meu projeto ao curso de Desenho Industrial. Tenho o maior orgulho de ter me formado pela UFRJ e sempre que puder apresentar meu projeto, levarei junto o nome da UFRJ. Acharia correto SIM os alunos associarem seus projetos criados DENTRO da UFRJ à mesma, porém que os ALUNOS sejam os legítimos donos, e não professores.
O que este professor em questão pretende fazer é tirar proveito PESSOAL dos alunos, e registrar o maior número possível de projetos com o nome DELE.
Portanto, alunos de PP:
REGISTREM SEUS PROJETOS DE FACULDADE SIM!! MAS SEM O NOME DE QUALQUER PROFESSOR!!! OS PROFESSORES ESTÃO LÁ PARA TE AJUDAR, TE ORIENTAR, TE MOSTRAR O CAMINHO, NÃO TE EXPLORAR E TE USAR PARA FAZER O PRÓPRIO NOME. Se vc achar justo, e o professor realmente tiver te ajudado a criar e tiver participado ativamente do projeto, inclua sim o nome dele, é justo. Mas não sejam ingênuos a ponto de favorecer um professor-profissional-fracassado só porque ele diz que tem que ser assim.
Eu fiz papel de babaca o ano inteiro, só para não ser prejudicado pelo orientador durante o projeto. Fizemos (eu e minha dupla) o projeto totalmente sozinhos, seguimos nossos conceitos e nossos ideais e provamos, na apresentação final, que fomos pelo caminho certo.
O excelente professor Hugo Backx me ensinou que o caminho que devemos seguir é o nosso, desde que tenhamos embasamento para defendê-lo.
Ralamos noites a fio, gastamos mais de R$ 1.400, quase perdemos nossos emprego e estágio, e quase perdemos nossas namoradas :)) Mas terminamos o projeto no prazo. Tiramos DEZ. Fizemos o que tínhamos que fazer para a UFRJ e o que achávamos justo fazermos com o registro. Não estou mais preocupado com meu ex-orientador e quero mais é que ele compre briga quanto a isso, pois ainda teria muito pra falar. Ou então que ele perceba o quão ridículo é o papel que ele representa na faculdade. Mas espero que ninguém mais tenha que passar pelo que eu passei para alcançar um objetivo com orgulho na vida.
Não se conformem em fazer um projeto só para ser aprovado. É muito mais valoroso se vc se orgulhar do que vc fez, do tempo que perdeu criando e resolvendo problemas. Não façam um projeto final só para serem aprovados. Façam para impressionar. Façam para VENDER, mesmo que nunca seja vendido.
Estes parágrafos finais foram bastante melosos, mas como estou me despedindo da UFRJ (pelo menos por enquanto), posso me dar o luxo de ser piegas. :))
Bom, recado dado...vejo todos na festa do Baco deste ano!! :)) Acho que vou fantasiado de projeto final... :)
(...)
--- cut here ---
É Fernandinho... é como diz a velha máxima: "Quem sabe, faz. Quem não sabe... ensina".
Não é sempre isso, mas é quase isso.
Sucesso e parabéns pelo canudo. Tu é cabra bom, você merece.
Abaixo, o e-mail recebido do amigo Fernando narra uma estorinha nada engraçada que ele teve que encarar, dentro de uma das maiores instituições de ensino do país.
--- cut here ---
(...)
Alunos de PP da Escola de Belas Artes da UFRJ!! CUIDADO!! CUIDADO com professores arrogantes que gostam de impressionar botando banca de grande profissional.
Existem professores (na verdade, é só UM) de Desenvolvimento de Projeto de Produto (e graduação) no curso da UFRJ que MENOSPREZAM, SUBESTIMAM, DIMINUEM seus alunos, mas mantém um interesse nojento de CONVENCER os alunos ingênuos (ou já loucos para se livrarem do mesmo) a registrarem os SEUS projetos no INPI, INCLUINDO o nome do professor no registro como autor, como se tivesse participado da produção do projeto.
Estou falando por experiência própria. Passei um ano de amargura tentando conciliar as minhas idéias para projeto final e sendo constantemente AVACALHADO pelo meu orientador, que, em vez de me orientar a aprimorar profissionalmente um projeto, ou no mínimo não interferir nas minhas idéias e soluções, só sabia ficar falando de seus grandes méritos, de que é o único-professor-pós-graduado-blá-blá-blá, ou que tem trocentas matérias publicadas no exterior e que por isso eu não podia contestar suas opiniões. Hoje eu posso dizer que eu CAGO pra todos esses argumentos dele e que isso não faz dele um profissional melhor do que eu o do que ninguém.
Este mesmo professor ameaçou diversas vezes não me dar nota, caso (por exemplo) eu não entregasse um CD com TODO o material de trabalho. Tarefa que eu cumpri atochando o CD de coisas inúteis, arquivos de 3D complicadíssimos, pranchas em jpg do tamanho de um SELO, e relatório em PDF, para não poder ser editado.
Não me daria nota também se eu não imprimisse uma cópia do relatório com o nome dele na CAPA, contrariando todas as regras de padronização de relatórios. Também não me daria nota se eu não desse pra ele uma cópia em A3 de todas as pranchas (que saiu em torno de 70 reais).
Para resumir a pretensão e arrogância do professor, cito a seguinte frase dita pelo mesmo, com as mesmas palavras:
- "Não existe no Brasil professor qualificado, EXCETO EU, para avaliar um projeto final de graduação de desenho industrial."
Isto não é invenção. Não é mentira. Não é exagero. É o que ele disse. Quem me conhece ou conhece o professor em questão sabe que eu não estou mentindo. O infeliz não só cagou (como se pudesse) na cabeça de todos os professores do Brasil, como se acha um excelente profissional mundial.
O que me leva a perguntar: ALGUÉM É CAPAZ DE ME APRESENTAR ALGUM PROJETO QUALQUER FEITO POR ESTE PROFESSOR ?!?!?! Qualquer projeto que não seja teórico, qualquer desenvolvimento REAL de um projeto que tenha sido, no mínimo, levado em consideração, e não temas sobre design-world-for-people-fegono-flengous ou análises-publicações em alemão sobre "porque-eu-sou-tão-foda-e-ainda-moro-nesta-merda-de-país?!".
O que me deixa mais puto é o mesmo professor recalcado por ser um profissional fracassado e frustrado querer que os alunos REGISTREM seus projetos INCLUINDO o nome dele nos projetos.
Este professor não me ajudou em uma vírgula do meu projeto, e não dava atenção aos problemas que eu encontrava e procurava solução, só sabia dizer que "TEMOS QUE PATENTEAR ESTE PROJETO PARA VENDER PARA PREFEITURA E GANHAR MUITO DINHEIRO".
O professor em questão é tão inteligente que não sabe que é quase impossível um projeto de Desenho Industrial ser patenteável, pois não é uma invenção de um sistema. O que tem que ser feito é um REGISTRO do desenho industrial.
Durante o meu projeto, deixei ele falar durante o ano inteiro. Me fiz de idiota. Mas no dia seguinte que eu apresentei meu projeto, fui no INPI registrar o projeto como desenho industrial, apenas no meu nome e no da minha dupla. SEM o nome dele. Não era justo incluí-lo como autor de um trabalho exaustivo quando ele só fez atrapalhar a produção do mesmo.
Eu tinha o consentimento de dois professores da banca que me deram 10 e mais de 30 alunos na sala, que puderam comprovar que o projeto estava, modéstia a parte, impecável. Na apresentação, ele fez questão de mostrar aos presentes que era tão fodão que não se impressionava com um projetinho daqueles, e que a gente não devia se orgulhar tanto por ter feito o "o mínimo necessário para um projeto a nível mundial".
Aproveito a merda que eu tô jogando no ventilador para alertar que este mesmo professor está bolando propostas de OBRIGAR os alunos a assinarem um contrato desde o 1o período de ceder TODOS os projetos criados lá dentro para a faculdade, de forma que eles (os professores) sejam os verdadeiros donos dos projetos (podendo aperfeiçoar boas idéias e ganhar dinheiro em cima dos alunos). Não deixem isto acontecer!
Esclarecendo, eu sou COMPLETAMENTE a favor de ASSOCIAR o meu projeto ao curso de Desenho Industrial. Tenho o maior orgulho de ter me formado pela UFRJ e sempre que puder apresentar meu projeto, levarei junto o nome da UFRJ. Acharia correto SIM os alunos associarem seus projetos criados DENTRO da UFRJ à mesma, porém que os ALUNOS sejam os legítimos donos, e não professores.
O que este professor em questão pretende fazer é tirar proveito PESSOAL dos alunos, e registrar o maior número possível de projetos com o nome DELE.
Portanto, alunos de PP:
REGISTREM SEUS PROJETOS DE FACULDADE SIM!! MAS SEM O NOME DE QUALQUER PROFESSOR!!! OS PROFESSORES ESTÃO LÁ PARA TE AJUDAR, TE ORIENTAR, TE MOSTRAR O CAMINHO, NÃO TE EXPLORAR E TE USAR PARA FAZER O PRÓPRIO NOME. Se vc achar justo, e o professor realmente tiver te ajudado a criar e tiver participado ativamente do projeto, inclua sim o nome dele, é justo. Mas não sejam ingênuos a ponto de favorecer um professor-profissional-fracassado só porque ele diz que tem que ser assim.
Eu fiz papel de babaca o ano inteiro, só para não ser prejudicado pelo orientador durante o projeto. Fizemos (eu e minha dupla) o projeto totalmente sozinhos, seguimos nossos conceitos e nossos ideais e provamos, na apresentação final, que fomos pelo caminho certo.
O excelente professor Hugo Backx me ensinou que o caminho que devemos seguir é o nosso, desde que tenhamos embasamento para defendê-lo.
Ralamos noites a fio, gastamos mais de R$ 1.400, quase perdemos nossos emprego e estágio, e quase perdemos nossas namoradas :)) Mas terminamos o projeto no prazo. Tiramos DEZ. Fizemos o que tínhamos que fazer para a UFRJ e o que achávamos justo fazermos com o registro. Não estou mais preocupado com meu ex-orientador e quero mais é que ele compre briga quanto a isso, pois ainda teria muito pra falar. Ou então que ele perceba o quão ridículo é o papel que ele representa na faculdade. Mas espero que ninguém mais tenha que passar pelo que eu passei para alcançar um objetivo com orgulho na vida.
Não se conformem em fazer um projeto só para ser aprovado. É muito mais valoroso se vc se orgulhar do que vc fez, do tempo que perdeu criando e resolvendo problemas. Não façam um projeto final só para serem aprovados. Façam para impressionar. Façam para VENDER, mesmo que nunca seja vendido.
Estes parágrafos finais foram bastante melosos, mas como estou me despedindo da UFRJ (pelo menos por enquanto), posso me dar o luxo de ser piegas. :))
Bom, recado dado...vejo todos na festa do Baco deste ano!! :)) Acho que vou fantasiado de projeto final... :)
(...)
--- cut here ---
É Fernandinho... é como diz a velha máxima: "Quem sabe, faz. Quem não sabe... ensina".
Não é sempre isso, mas é quase isso.
Sucesso e parabéns pelo canudo. Tu é cabra bom, você merece.
6 de mai. de 2002
5 de mai. de 2002
4 de mai. de 2002
Aliás, uma olhada nessa nova identidade visual da MTV só me leva a crer em uma coisa: os designers de lá devem se divertir muito trabalhando. Maneiro. :)
Fico imaginando seu Hans Chucrute assistindo e se perguntando 'bicho, o que que tá acontecendo?'
Fico imaginando seu Hans Chucrute assistindo e se perguntando 'bicho, o que que tá acontecendo?'
Senhoras e senhores do conselho deliberativo, é com imenso prazer que anuncio: Elesbão e Haroldinho no ar.
O site tem estrutura simplérrima, se resume basicamente numa interface para download. Pouco conteúdo online, muito conteúdo offline.
Puxem uma cadeira e sintam-se a vontade.
O site tem estrutura simplérrima, se resume basicamente numa interface para download. Pouco conteúdo online, muito conteúdo offline.
Puxem uma cadeira e sintam-se a vontade.
3 de mai. de 2002
2 de mai. de 2002
Para os junglists e drum'n'basseiros de plantão, segue outra dica: AK1200.
Músicas com peso, músicas mais melódicas com divas cantantes, de tudo um pouco. Bom demais.
Música eletrônica é isso aí, tem que ser inteligente e pesada, com subgraves generosos e milimetricamente detalhada. Senão vira um bate-estaca dos infernos, fica chato e repetitivo, coisa de gente que toma dois docinhos e se joga. Blé.
Músicas com peso, músicas mais melódicas com divas cantantes, de tudo um pouco. Bom demais.
Música eletrônica é isso aí, tem que ser inteligente e pesada, com subgraves generosos e milimetricamente detalhada. Senão vira um bate-estaca dos infernos, fica chato e repetitivo, coisa de gente que toma dois docinhos e se joga. Blé.
1 de mai. de 2002
Claudinha, essa é pra você:
Da série 'meus standards prediletos': Well You Needn´t (Thelonius Monk).
Aliás, Thelonius é um dos meus compositores de jazz prediletos. Sua gravação original dessa música é muito boa, mas se quiser ouvir uma versão realmente matadora, procure a do Gonzalo Rubalcaba. É uma porrada, um colírio para os ouvidos.
Da série 'meus standards prediletos': Well You Needn´t (Thelonius Monk).
Aliás, Thelonius é um dos meus compositores de jazz prediletos. Sua gravação original dessa música é muito boa, mas se quiser ouvir uma versão realmente matadora, procure a do Gonzalo Rubalcaba. É uma porrada, um colírio para os ouvidos.
O Chacundum pede uma pequena pausa para que os amigos leiam essa matéria sobre a situação no Oriente Médio, publicada na revista Caros Amigos desse mês. Aliás, se puder, leia a revista inteira. É uma das melhores publicações nacionais.
30 de abr. de 2002
29 de abr. de 2002
E por falar em b-boys, apesar dos que estavam presentes terem feito uma apresentação meio over (uns 20 minutos a menos cairiam muito bem e deixariam a pista liberada para os demais), achei muito muito bom o som da galera do Apavoramento Sound System, pancadão da melhor qualidade. Virei fã.
Na quarta vai rolar mais uma rodada, só que dessa vez na Bunker. Eu odeio aquele lugar, mas pra ouvir o som dos caras tá valendo o esforço. Demorô.
Na quarta vai rolar mais uma rodada, só que dessa vez na Bunker. Eu odeio aquele lugar, mas pra ouvir o som dos caras tá valendo o esforço. Demorô.
28 de abr. de 2002
Daniel manda avisar:
--- cut here ---
Zero, a nova revista de música e cultura pop do país, chega às bancas.
"(...) A ZERO é fruto da segunda opção. Elaborada e dirigida por dois jornalistas Luiz Cesar Pimentel (Folha de São Paulo e Trip) e Alexandre Petillo (NP e Folha) e um designer Daniel Motta (Trip e Hey), a ZERO preenche não só a lacuna de uma revista musical feita com carinho, mas de um veículo de cultura pop que englobe cinema, viagens exóticas, literatura e comportamento. Apostando num estilo não-convencional, ela fala ao leitor como se ele fosse um amigo. O projeto gráfico foge do padrão "título estourado-coluna de texto-foto". Cada matéria é elaborada em sintonia editorial e gráfica (...)"
--- cut here ---
Gostou? Ficou curioso? Então dá uma força pra galera, compra lá. Iniciativas como essa são dignas de aplausos, principalmente num país onde a massa crítica é cada vez mais esmagada pela massafalida popular. A gente tem mais é que valorizar.
Detalhe técnico: a fonte usada no logo é Sambambers, by Tipopótamo Fontes!
--- cut here ---
Zero, a nova revista de música e cultura pop do país, chega às bancas.
"(...) A ZERO é fruto da segunda opção. Elaborada e dirigida por dois jornalistas Luiz Cesar Pimentel (Folha de São Paulo e Trip) e Alexandre Petillo (NP e Folha) e um designer Daniel Motta (Trip e Hey), a ZERO preenche não só a lacuna de uma revista musical feita com carinho, mas de um veículo de cultura pop que englobe cinema, viagens exóticas, literatura e comportamento. Apostando num estilo não-convencional, ela fala ao leitor como se ele fosse um amigo. O projeto gráfico foge do padrão "título estourado-coluna de texto-foto". Cada matéria é elaborada em sintonia editorial e gráfica (...)"
--- cut here ---
Gostou? Ficou curioso? Então dá uma força pra galera, compra lá. Iniciativas como essa são dignas de aplausos, principalmente num país onde a massa crítica é cada vez mais esmagada pela massa
Detalhe técnico: a fonte usada no logo é Sambambers, by Tipopótamo Fontes!
27 de abr. de 2002
26 de abr. de 2002
Traduzido gentilmente pelo amigo Leo Caldi:
"Dank, Elesbão e Haroldinho dizáin e Tnop Wangsillapkun são tão grafistas quanto tipógrafos e, com suas letras, compõem mais imagens do que texto. Em três continentes, em Sidney, Rio de Janeiro ou Chicago, eles substituem as cores pelo cinza tipográfico, o 3D pelo simples fundo de página. Ao mesmo tempo em que produzem suas fontes, criam novas situações visuais onde cada elemento do design pertence a uma atmosfera. Sempre na busca de ultrapassar os limites, como o de uma onda a surfar, eles não estão nada perto de respeitar as normas ao pé da letra (...)
(...) Dupla Dinâmica
Claudio "Haroldinho" e Zé "Elesbão" reuniram seus talentos na ilusão de que a associação de um ilustrador e um designer seria uma boa oportunidade financeira. Assim nasceu Elesbao e Harodinho dizain, uma agência de nome muito pouco comum para passar despercebida. A fim de formar seu portfolio e prospectar clientes, consideraram-se eles mesmo seu primeiro cliente. Os dois personagens então criados fazem parte de sua produção e de seu estilo, assim como uma utilização intensiva da tipografia.
Essa bulimia de caracteres seria notada pela Emigre, que julgou Tipopotamo, seu catálogo de fontes, como um dos 250 envios mais importantes recebidos em dez anos, o único vindo do Brasil.
Apreendendo o design como uma cultura sensorial, eles encaram trabalhos encomendados (para Ogilvy & Mather ou na ocasião da vinda do Papa) e experimentações livres.
A cada ano, publicam o Design de Bolso, um fascículo gratuíto em preto e branco, que fez a fama dos dois. Em trinta páginas, fazem fluir seu estilo em busca da audácia e da inovação. Os ingredientes são simples: a tipografia serve de material de base, reforçadas pela monocriomia e o 3D. Adicione reviravoltas irreverentes e auto-retratos infantis.
Tudo isso na motivação muito séria de dinamizar o design brasileiro. E riscam de conseguir, com um projeto de espetáculo de tipografia multimídia projetado no teatro improvisado no primeiro andar de seu estúdio."
--- cut here ---
Bom, saiu a Étapes 83 - senão a mais, uma das mais respeitadas publicações francesas de design. A capa da edição desse mês é nada mais, nada menos que uma das páginas de nosso primeiro catálogo de fontes, além das três páginas internas dedicadas ao nosso portifólio.
É com muito orgulho que passo essa notícia para os amigos e leitores do Chacundum. Não somente por uma questão de vaidade - é claro que é essas coisas fazem um bem danado pro ego - mas, acima de tudo, por mais uma vez poder representar e defender o design brasileiro em terras estrangeiras.
Fica aqui meu agradecimento à toda a equipe da revista, à Biga e Leonora (que carinhosamente traduziram alguns de nossos textos), ao Avelino (agora modelo fotográfico internacional) e à todos aqueles que sempre acreditaram em nosso trabalho. Valeu mesmo, são essas coisas que fazem a gente ter vontade de sempre seguir em frente.
Não é fácil fazer algo de vanguarda num país que não é de vanguarda.
"Dank, Elesbão e Haroldinho dizáin e Tnop Wangsillapkun são tão grafistas quanto tipógrafos e, com suas letras, compõem mais imagens do que texto. Em três continentes, em Sidney, Rio de Janeiro ou Chicago, eles substituem as cores pelo cinza tipográfico, o 3D pelo simples fundo de página. Ao mesmo tempo em que produzem suas fontes, criam novas situações visuais onde cada elemento do design pertence a uma atmosfera. Sempre na busca de ultrapassar os limites, como o de uma onda a surfar, eles não estão nada perto de respeitar as normas ao pé da letra (...)
(...) Dupla Dinâmica
Claudio "Haroldinho" e Zé "Elesbão" reuniram seus talentos na ilusão de que a associação de um ilustrador e um designer seria uma boa oportunidade financeira. Assim nasceu Elesbao e Harodinho dizain, uma agência de nome muito pouco comum para passar despercebida. A fim de formar seu portfolio e prospectar clientes, consideraram-se eles mesmo seu primeiro cliente. Os dois personagens então criados fazem parte de sua produção e de seu estilo, assim como uma utilização intensiva da tipografia.
Essa bulimia de caracteres seria notada pela Emigre, que julgou Tipopotamo, seu catálogo de fontes, como um dos 250 envios mais importantes recebidos em dez anos, o único vindo do Brasil.
Apreendendo o design como uma cultura sensorial, eles encaram trabalhos encomendados (para Ogilvy & Mather ou na ocasião da vinda do Papa) e experimentações livres.
A cada ano, publicam o Design de Bolso, um fascículo gratuíto em preto e branco, que fez a fama dos dois. Em trinta páginas, fazem fluir seu estilo em busca da audácia e da inovação. Os ingredientes são simples: a tipografia serve de material de base, reforçadas pela monocriomia e o 3D. Adicione reviravoltas irreverentes e auto-retratos infantis.
Tudo isso na motivação muito séria de dinamizar o design brasileiro. E riscam de conseguir, com um projeto de espetáculo de tipografia multimídia projetado no teatro improvisado no primeiro andar de seu estúdio."
--- cut here ---
Bom, saiu a Étapes 83 - senão a mais, uma das mais respeitadas publicações francesas de design. A capa da edição desse mês é nada mais, nada menos que uma das páginas de nosso primeiro catálogo de fontes, além das três páginas internas dedicadas ao nosso portifólio.
É com muito orgulho que passo essa notícia para os amigos e leitores do Chacundum. Não somente por uma questão de vaidade - é claro que é essas coisas fazem um bem danado pro ego - mas, acima de tudo, por mais uma vez poder representar e defender o design brasileiro em terras estrangeiras.
Fica aqui meu agradecimento à toda a equipe da revista, à Biga e Leonora (que carinhosamente traduziram alguns de nossos textos), ao Avelino (agora modelo fotográfico internacional) e à todos aqueles que sempre acreditaram em nosso trabalho. Valeu mesmo, são essas coisas que fazem a gente ter vontade de sempre seguir em frente.
Não é fácil fazer algo de vanguarda num país que não é de vanguarda.
25 de abr. de 2002
24 de abr. de 2002
Alguém se lembra do John Milles? Provavelmente não... ele foi um desses caras de um sucesso só no início da decada de 80. Aliás, como teve banda de uma música só nos anos 80, né não?
O sucesso do dito cujo em questão (não me lembro de nenhuma outra) se chama 'This Is My Song For You', grande hit das pistas e das rádios dessa época. A música é super alegrinha, bem bacana mesmo, com uma sonoridade muito 80's. Poly 800s e DX7s a rodo.
Para quem viveu essa época e ainda assim não se lembra do que se trata, recomendo um download no nosso amigo AG. Tenho certeza que ao soarem os primeiros acordes, vai rolar aquela gostosa reação de "puuuuuuuutz, claro que eu lembro, como tem tempo isso!".
O sucesso do dito cujo em questão (não me lembro de nenhuma outra) se chama 'This Is My Song For You', grande hit das pistas e das rádios dessa época. A música é super alegrinha, bem bacana mesmo, com uma sonoridade muito 80's. Poly 800s e DX7s a rodo.
Para quem viveu essa época e ainda assim não se lembra do que se trata, recomendo um download no nosso amigo AG. Tenho certeza que ao soarem os primeiros acordes, vai rolar aquela gostosa reação de "puuuuuuuutz, claro que eu lembro, como tem tempo isso!".
Domi manda avisar:
Amanhã rola Digital Dubs no L.A.P.A.. A cerveja é barata, o lugar é lesgal e o som é de prima. Compareçam.
Amanhã rola Digital Dubs no L.A.P.A.. A cerveja é barata, o lugar é lesgal e o som é de prima. Compareçam.
23 de abr. de 2002
22 de abr. de 2002
Cada dia que passa eu fico mais impressionado com a minha falta de memória.
Falei de vários aniversariantes desse mês e acabei me esquecendo do Duduzam e da principal, da toda-poderosa, linda, cheirosa, maravilhosa, queridíssima e melhor amiga de todos os tempos, Luciana Dangerina Sangria Walther.
Coincidentemente, o Hiro encontrou isso aqui num site e me passou:
De um lado, Lu, no alto de seus 1,78m. Do outro, Lia, a primeira pessoa que conheci em Medelin. Mais bem acompanhado, só se a amada estivesse junto.
Beijão, Dangs. Tudo de bom!
Falei de vários aniversariantes desse mês e acabei me esquecendo do Duduzam e da principal, da toda-poderosa, linda, cheirosa, maravilhosa, queridíssima e melhor amiga de todos os tempos, Luciana Dangerina Sangria Walther.
Coincidentemente, o Hiro encontrou isso aqui num site e me passou:
De um lado, Lu, no alto de seus 1,78m. Do outro, Lia, a primeira pessoa que conheci em Medelin. Mais bem acompanhado, só se a amada estivesse junto.
Beijão, Dangs. Tudo de bom!
Apenas um comentário a fazer sobre o clipe do Frejat, da rapaziada da Consequência:
SEN-SA-CIO-NAL.
Sempre achei os caras um dos melhores estúdios de animação do Brasil, mas dessa vez eles se superaram. Não deixem de ver, tá rolando na MTV direto. É bom demais.
SEN-SA-CIO-NAL.
Sempre achei os caras um dos melhores estúdios de animação do Brasil, mas dessa vez eles se superaram. Não deixem de ver, tá rolando na MTV direto. É bom demais.
21 de abr. de 2002
O Brasil, além de ser um país de apresentadores de TV, é o país das cantoras-atrizes.
Basta um tiquinho de sucesso, uma exposiçãozinha a mais na mídia pra qualquer uma dizer que seu sonho sempre foi ser cantora e atriz. Como se bastassem 6 meses de aula de canto e teatro para que, milagrosamente, se transformem em artistas natas.
Patético.
Basta um tiquinho de sucesso, uma exposiçãozinha a mais na mídia pra qualquer uma dizer que seu sonho sempre foi ser cantora e atriz. Como se bastassem 6 meses de aula de canto e teatro para que, milagrosamente, se transformem em artistas natas.
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