Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

14 de nov. de 2002

E é com muito prazer que eu anuncio: hoje, dia 14 de novembro de 2002, a Elesbão e Haroldinho Dizáin comemora seus 5 anos de vida.

Tomemos um porre de felicidade!

13 de nov. de 2002

Da série tem certas coisas que eu não entendo:

Qual é a graça de 'pagar um bundão'? E de pegar na bunda dos amigos? É sério que tem gente que acha isso um barato?

12 de nov. de 2002

"O trabalho engrandece o homem", disse Motumbo após o serão extra.

11 de nov. de 2002

Crianças começam a fotografar ao verem os adultos fotografando.

Dica da Paula Tavares.
Esse lugar é um sonho:



Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro. Uma das mais belas e menos divulgadas paisagens da cidade.

Roubei essa foto aqui.

9 de nov. de 2002



Fly by night, away from here
Change my life again!


Contagem regressiva: faltam só duas semanas!
Dercy Gonçalves em pleno Teleton: "Torci o pé hoje e quase me dano. Velho aleijado é uma merda."

Ô finesse...
Assumo: o último disco do Foo Fighters está uma cacetada.

Pelo que entendi da entrevista concedida à MTV, a banda o gravou quase que "no pau" - plugaram os instrumentos à mesa, soltaram o REC, contaram 3, 4 e foram nessa. Imagino que devem ter rolado correções e algumas inserções (não muitas) de elementos de produção depois, mas ainda assim o resultado não podia ser diferente: um disco que capta a essência visceral do rock tocado "ao vivo", como nos velhos tempos, e não aquela coisa fria de gravar bateria com voz guia, para depois incluir os instrumentos separadamente.

All My Life, música que está tocando direto nas rádios é uma boa prova disso. Bom demais.

Fica a impressão de que os caras estão se tornando referência para muitos músicos de todas as vertentes, como aconteceu com as grandes bandas de rock dos anos 70. E só me resta aplaudir de pé.

7 de nov. de 2002

Confesso: estou viciado em petit gateau, brownie e sorvete de creme. Desse jeito não há regime que dê certo.
Querem livro de receitas light, querem?
Meu Deus, quanta asneira...

Eu sei exatamente que vinheta é essa. E se o autor da ID, ao confeccioná-la tivesse elocubrado isso tudo que esses advogados encontraram, seria um gênio.

A galera não relaxa mesmo...

5 de nov. de 2002

Haroldinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!
Celebremos!



(clique na imagem para ampliar o miniposter)
Aliás, estranho é as pessoas se chocarem com Cidade de Deus e não se chocarem com O Invasor. Porque bandidagem por bandidagem, favela por favela, polícia corrupta por polícia corrupta e briga por poder por briga por poder, O Invasor também tem, e muito. Só não fizeram esse alarde todo, nunca foi anunciado como um filme que quer trazer a tona uma serie de questões sociais. Questões essas presentes nos dois, só que de forma, momento e localização geográfica diferentes.
E por falar em tráfico, finalmente assisti ao tão aclamado Cidade de Deus.

Adorei. Câmera nota 10, trilha sonora excelente, atores impecáveis, roteiro inteligente e uma boa edição... e é isso. É um puta filme bem feito, muito acima da média do cinema nacional.

Se fiquei chocado, barbarizado ou querendo me mudar desse sistema solar? Absolutamente. Apesar de abordar as questões do tráfico e da bandidagem - principalmente as origens do crime organizado -, o filme é quase frívolo. Com exceção de umas 3 cenas mais impactantes (que não foram tão impactantes de tanto que a mídia já divulgou-as), deu até para dar umas boas risadas, principalmente por causa do linguajar desbocado e carioca dos personagens.

E se chocar era a intenção do diretor, sinto informar que falhou em sua missão. Quem assistiu Pixote, Pra Frente Brasil ou até mesmo Central do Brasil, sabe do que estou falando. Aliás, depois de Ônibus 174 - ali sim, a vida como ela é, sem maquiagens ou hihihis-hohohos -, acho que poucas coisas me deixarão atônito.

Se tivermos mais Cidades de Deus e menos Avassaladoras, estaremos fazendo cinema de gente grande. Cinema de qualidade e, acima de tudo, com conteúdo.

E chega desse blá blá blá intelectualóide que a imprensa fez com tanta veemência. Isso é chato pacas.

4 de nov. de 2002

"Combater à força é bobagem. O tráfico se tornou a oportunidade de emprego de muitas pessoas. É decorrente dos problemas socioeconômicos do país. Eu defendo a descriminalização das drogas. (...)"

"Cadeia não é solução. Nunca foi, nunca será. Presídios imensos são construídos com custo fabuloso, em vez de escolas. Manter a população carcerária é muito caro para o Estado. Tenho 70 anos de advocacia. Nunca vi alguém sair da cadeia melhor do que quando entrou. Cadeia é a coisa mais infame que já se inventou. E ainda cria uma situação de marginalização permanente.(...)"

"Sou absolutamente contra a prisão como método penal. Deve-se segregar quem for realmente perigoso, quem põe em risco a vida alheia. Hoje a concepção é tão diferente que me assombra. Não se julga um crime, se julga uma pessoa. (...)"

"Como conceber que homens como Bill Gates tenham mais de US$ 60 bilhões? O que ele vai fazer disso? Ele vai morrer, como toda criatura, sem conseguir gastar a maior parte. Enquanto isso, milhões de pessoas passam fome no mundo. É uma distorção, me surpreende que as pessoas não se choquem com isso. (...)"

Se o Evandro Lins e Silva, no auge dos seus 90 anos tá dizendo, quem sou eu pra discordar.

1 de nov. de 2002



Se nesse momento me perguntassem qual meu tipo de mulher, resumiria a resposta em duas palavras: Linda Evangelista.

Com e sem trocadilhos, é linda até no nome.
Bacana.

"The Dojo Project is founded on a simple principle. Animating is hard enough: learning it shouldn't be even harder. In these pages, I try to provide everything that you could need to learn animation, from models to animate, to exercises to sharpen your skills, all the way to a support group of helpful online folks to comment on your progress. The context is the teaching of martial arts animation, but I think you'll find that the lessons carry over into all genres."

Ótimo para os que estão iniciando seus trabalhos na arte milenar da 3D animation.
Brasil: Além do Cidadão Kane.

Dica do Céllus.
- Onde posso me jogar nessa sexta?
- Que tal do edifício da Avenida Central?

31 de out. de 2002

Morre assassinado Jam Master Jay, do Run Dmc, uma das bandas mais bacanas de Hip Hop de todos os tempos.

Que coisa horrível.


Eu tenho!

30 de out. de 2002

Rate my kitten. Ou hate my kitten, caso você também não aguente mais ler sobre gatos em blogs.

Catei aqui.

29 de out. de 2002

Querem modelos em 3D de Star Wars, querem?
Da série coisas que realmente me tiram do sério:

Essa concepção maniqueísta americana de winners e losers. Como isso é idiota.
Eu sei que essa possibilidade é remota, mas por acaso alguém por aí trabalha na Philips Brasil? Poderia fazer a enorme gentileza de entrar em contato?

28 de out. de 2002

Lido na Telescópica e transcrito pra cá. Trecho de uma música que eu amo, e que resume perfeitamente esse conturbado momento. Só podia ser do Chico mesmo.

"(...) Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer


E no entanto dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós."

Lindo.
Dia de festa: hoje o Chacundum faz 1 ano. :)

27 de out. de 2002



Fantástico o clipe Keep Fishin' do Weezer, com a participação ultra-mega-super-especialíssima dos Muppets. A música parece que saiu de um episódio da turma. Genial.

Os Muppets são praticamente a minha infância, assim como todos os desenhos animados daquela época, de Pica-Pau a Snoopy.

Mas tem uma coisa que sempre me chamou a atenção nos bonecos: seus olhares. Já repararam como maioria são tristes e cabisbaixos?

Putz, isso sempre me deu um puta nó no coração, mesmo porque muitas vezes eles viviam dramas existenciais em suas estórias. O Gonzo então sempre teve um lugar especial no meu coração. Morria de dó do bichinho, uma espécie de patinho feio, que nunca soube de que espécie ele era.

Será que Jim Henson os fez com essas expressões pra aumentar a carga dramática dos bonecos? Ou estou viajando e não tem nada de triste em seus olhares?

Agora, reparem: a Pig não é a cara da Regina Duarte? É a própria Viúva Porcina!

Medo.

26 de out. de 2002

Rapaz, não é que a MTV Brasil tá arrebentando lá fora? Que classe...

Dica da Flavita Brevis.
Arerê-ê-ê!
Complexo do Alemão é lado bêêê-ê
Ê-ê, ê-ê!
O cd Midnite Vultures só me leva a uma conclusão: Beck é o David Bowie de nossos tempos.

(pausa)

Hmmm... ok, o Bowie é de qualquer tempo.

Ah, você entendeu o que eu quis dizer.
Reciclagem urgente, é isso o que falta. Arejar as idéias.

Abro jornal e vejo que o que não falta nessa cidade são exposições. E logo depois a ficha cai: há meses não entro num museu ou galeria de arte, no intuito de ver o que está exposto. Só tenho ido a esses lugares pra trabalhar, ou pra vernisagens. E verdade seja dita: tudo o que não se faz numa vernisagem é apreciar a exposição.

A idéia agora é: separar algumas horas de um ou dois dias da semana, e sair visitando as exposições, sem escolher muito, numa espécie de um tour artístico. Se eu conseguir transformar isso num hábito, acho que em poucos meses faço as pazes com as artes plásticas.
Sonhei que um dia eu era um trocador...
Custava o site do Habibs ser habibs.com, ao invés de www.habibs-fast-food.com.br?


Apenas um trocadilhozinho inocente. :)

25 de out. de 2002

CuSeeMe em japonês seria SuShiMe?

(claques ao fundo)
E quando você manda um orçamento, sabendo que não está cobrando nenhum absurdo, e o cliente diz que você está completamente fora da realidade e que assim é impossível de trabalhar?

24 de out. de 2002

Pessoas do mundo inteiro já passaram por lá. O paraíso ideal para chefes de estado!



Para aqueles que não sabem brincar. Essa o Joselito aprova!

(Ilha dos Sem Noção é mais um resort das Organizações Barrabás - o povo pede e a mídia faz.)

23 de out. de 2002

Sou um cara cercado de abstêmios.

Enquanto o normal de qualquer banda é marcar suas reuniões num pé sujo, o Unscarabrown marcava sempre no Mc Donalds. Na Space Duelo, pelo visto sou o único adepto da cervejinha. Pra piorar, meu sáciu anda numa fase ultra light e só bebe água e suco, e meus amigos cachaceiros estão todos fora do Rio ou do Brasil. Os que ficaram, meia noite sempre viram abóbora e precisam ir pra casa. Assim não dá.

Tô me sentindo o alcoolatra. E o pior, sem tomar nem um choppinho. (mágoa)
Caos e Efeito 2 - o zine em preto e branco, sem semitons, em pdf. Os caras mandam nas ilustras.

Eu amo zines.

22 de out. de 2002

Assisti o documentário Ônibus 174.

(...)

Vou ali na esquina repensar meus valores. Volto mais tarde.
Palestra na Estácio hoje. Tudo ok, público formado por estudantes, receptivadade bacana, bons fluídos. Clima de sala de aula total. Acho que a galera curtiu. =)
Sonhei que estava num show do Massive Attack, num lugar que parecia o Teatro Municipal do Rio. Com direito a ouvir Radiation Ruling the Nation, um remix que o Mad Professor fez para a música Protection.

Existe forma melhor de começar o dia? Massivão é a trilha sonora perfeita para embalar bons sonhos. No Teatro Municipal então...
Cara, sei lá... eu quero alguém que goste de verdade de mim, sabe? Tipo...Cansei! Não quero mais saber de night, de badalação, sabe? Eu quero alguém pra ficar comigo, sabe? Eu só quero que ele goste de mim de verdade. Não tô nem aí se ele é fudido, se é designer, tanto faz.

(Anônimo - enviado por Renato Faccini)
Quanto ao novo clipe do Red Hot: maravilhoso, como todos os clipes da banda. Dá-lhe ilha de edição.

A melodia não tem algo que lembra a gravação original de Everlasting Love? Ou não?
Isso explica muita coisa.

E capricha no desodorante!

21 de out. de 2002

Univitelinos: Léo Batista e Didi Mocó.

20 de out. de 2002

Querem mais fontes querem?

Site classe, várias fontes de grátis. E o melhor: é de um brasuca, diretamente de Minas Gerais.

Sujeira rules.
Da série 'meus standards prediletos': Days of Wine and Roses (Mercer).

Experimente a versão de Jaco Pastorius com Birele Lagrene. Um luxo.
O que leva uma pessoa a colocar no carro uma buzina que fala "cuecão de couro" ?
O Serra se acha tão competente... ai ai...

19 de out. de 2002

Ultraje a Rigor: Smells Like Teen Shit.
Motumbo é cobra criada.
Afinal, quem matou a Inês?
Voto válido sempre será um pleonasmo.

Pelo menos para este humilde eleitor que vos escreve.
Assisti ao tão falado A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki ontem no Jóquei.

Sempre que me criam uma expectativa extraordinária sobre algo, a tendência é encarar algo muito aquém do imaginado. Mas dessa vez não rolou. O filme é incrivelmente bom. Não só no que tange a qualidade técnica e visual do desenho, mas principalmente a complexidade e riqueza do roteiro, coisa muito rara de encontrar num longa, seja ele em animação ou não.

Estou encantado e doido para assistir novamente. Valeu cada minuto naquela arquibancada incômoda do Jóquei.

18 de out. de 2002

Desarmar o mundo, sim. Desprovir de defesa alguns para facilitar o controle da região, jamais. Nem um louco toparia isso.

Essa política de desarmamento unilateral é uma tremenda piada de mau gosto.
E Ez manda bem:

"Relembrando, invejosamente: enquanto nos EUA provam da robustez sonora da SNL Band ou mesmo a Late Show Band, ficamos com o Quinteto e a Banda Altas Horas. Afe.

Todavia, seria injusto desconsiderar o todo. A engenharia de som televisiva, a nível nacional, é medíocre."

Acho que já falei aqui algumas vezes sobre a magreza sonora do Quinteto (ou seria Sexteto?). Mas definitivamente, nada mais miúdo na TV brasileira que a engenharia de som. Não sei se é um problema de maquinário ou de competência (provavelmente os dois), mas é assustadora a capacidade que os programas tem de transformar música em vácuo.

Liga esse compressor e aumenta esse volume, ô mané.

17 de out. de 2002

Recebido por email:

O designer gráfico Yomar Augusto, que no início do ano apresentou na livraria da 2AB a exposição "Primeiro próposito de uma identificação", faz palestra nesta segunda, dia 21, sobre fotografia aplicada ao design experimental. A palestra integra a 1ª Semana do Design na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

Vai sem medo que é bacana.
Esqueça tudo o que você aprendeu. Tipografia de verdade é isso aqui e estamos conversados.

Designers e apreciadores de artes gráficas: guardem esse site para sempre em seus favoritos. Acho que foi, disparado, o melhor link que já coloquei nesse blog.

Wes Wilson regras.
Você se sente muito Haroldinho (ou muito Hiro) quando sai para um show e, na calçada, encontra uma roda formada por:

1. uma pessoa que estudou com você na faculdade;
2. um jornalista indie;
3. um jornalista que te entrevistou pra uma revista;
4. uma figurinha que você conheceu em uma lista de discussão;
5. o vocalista da extinta Funk Fuckers.

E você conhece todos eles (ou todos eles te conhecem), cada um de uma situação / época diferente. :)
Aliás, esse blog anda tão musical ultimamente... ;)
Programa de quarta a noite: shows do Casino, Maurício Negão e Leela no Ballroom, o popular Baurú.

Aproveito para tentar resenhar sobre essas 3 bandas. Sempre me sinto melindrado ao comentar boas bandas, pois sei o quanto é difícil manter uma nesse país, e crítico nenhum entende isso. Quando tenho amigos nessas bandas então, fica mais delicado ainda traçar qualquer comentario que não seja 'o máximo, lindo, maravilhoso!!!'. O medo de magoar é grande, mas nesse caso não tem frescura, pois falo como fã incondicional.

E não reparem o portuga. Como esse blog serve também pra eu errar na concordância, usar acento grave quando não se deve e escrever 'mim' ao invés de 'eu', então vamos lá. De tanto errar, um dia acabo acertando... ou não.


Casino

O Casino é uma banda... linda. É isso. Não existe outra palavra pra classificar o som da banda. As melodias são lindas e a Cecília é uma Astrud Gilberto dos anos 00 (e acho que ela ainda não se deu conta disso). Existe também algo que poderia ser desastroso para muitos, mas que ali cai como uma luva: simplicidade, tanto nos arranjos quanto no tocar. E personalidade, muita personalidade. Há muito não ouço uma banda nacional com tanta personalidade, e isso é ponto fundamental para a longevidade de um grupo.

Em minha humilde opinião, senti falta de uma única coisa pra arrematar com chave de ouro: um produtor. Aquele cara pentelho - e acima de tudo, de fora da banda - que diz 'nesse momento vocês sentam a mão, tocam pesado e nesse outro aqui vocês extrapolam nos detalhes, nos blinzinhos e deixam tudo mais easy listening'. Sinto a banda muito contida em alguns momentos que seriam perfeitos para devastar o local. De resto, tá tudo 10.

No mais, Casa de Praia é um puta hit, o maior deles pra mim. É maravilhosa. E na Europa venderia milhões.


Mauricio Negão

O Maurício é um artista e ponto. Um guitarrista visceral, uma puta personalidade no palco e de composições muito boas. A banda é boa, muito entrosada, e passeia por sonoridades de Mutantes a Living Colour. A dinâmica é 10, os caras sabem as horas de fazer barulho e as de deixar o groove rolar. Maravilha.

Seria um show irretocável se não faltasse carisma. E falta muito as vezes. Trazer a platéia pra dentro do palco, cativar o público, ao invés de tocar como se não estivesse nem aí para aquelas pessoas (e acredite: aquele 1/100 de lotação da casa, numa madrugada de quarta-feira estava ali porque queria muito assistir o show). Esse ar 'caguei' não soa como atitude rock'n'roll, e sim como falta de. Se resolver isso, não vai ter pra ninguém.

Quem Mora Alto e República do Mate são daquelas músicas que voce não consegue entender por que não retumbaram aos quatro cantos do país. Coisas do Brasil.


Leela

Quando me disseram que era a banda de uns integrantes do extinto Pólux, torci feio o nariz. Sempre achei o Pólux uma palha, um firififi só. Quando olhei para o Ballroom e vi que naquele momento restavam apenas umas 10 pessoas (incluindo o Fausto Fawcett), senti cheiro de tragédia no ar. Mas a curiosidade e o respeito falaram mais alto - afinal, ir embora naquela hora seria uma tremenda falta de respeito com qualquer banda - e resolvi ficar. Se fosse ruim, sairia na segunda música.

E fiquei até o último minuto, impressionado. Botei rapidinho o preconceito e o rabinho entre as pernas - como é bom saber que a gente erra em nossas primeiras impressões - e entendi porque as pessoas falam tanto deles.

O motivo é simples: a banda está pronta! Sim, prontinha, embalada e etiquetada, é só mandar pra loja. Fizeram um show impecável do início ao fim, em todos os pontos: boas músicas, boa guitarragem, bateria rock'n'roll e presença de palco nota 10. Pareciam estar tocando não para 10, e sim para 10 mil pessoas. Foi de aplaudir de pé.


No mais, quando vejo essas coisas acontecendo - show na quarta-feira a noite, sem divulgação nenhuma e para uma casa vazia, só posso acreditar em uma coisa: música é, acima de tudo, amor. Muito amor.

E se a pessoa é para o que nasce (alô Berliner), no caso do músico isso se eleva a décima potência. A admiração e a inveja, a crítica destrutiva e a ovação geral caminham o tempo inteiro com todos que resolvem seguir essa vida. E seguir em frente mesmo assim, é no mínimo, admirável.

15 de out. de 2002

Saudades da Rádio Imprensa, única rádio democrática em sua essência. Qualquer um podia chegar lá, comprar seu horariozinho e montar seu programa. Inclusive houve uma época em que a gente queria montar um programa sobre design e banalidades. Hoje em dia não pensaríamos duas vezes.

Agora, o mais bacana da rádio: antes da Hora do Brasil, tinha A Hora do Caô, programa de rap que durou pouco mais de um mês. E após, A Hora do Ceará, sobre ritmos nordestinos. Em seguida, dependendo do dia, rolavam programas de músicas de cinema, de músicas do Roberto Carlos ou o lendário Ronca-Ronca de Maurício Valladares, entre muitos outros. Tudo isso após uma tarde do mais puro pancadão.

Mágico.
E vou parar de falar de TV, antes que mude o nome do blog para Falando Francamente.

Aliás, o programa deveria se chamar Falando Sério.
E na MTV, Marina Person entrevista Fernando Meirelles, atores do Cidade de Deus e... Mari Alexandre.

O que a baranga breguinha da Mari tem de bunda, a Marina tem de lindeza e charme (putz, que mulher charmosa). E olha que a bunda da Mari não é nada pequena.

Mas o mais divertido foram eles debatendo sobre o filme e a Mari boiando totalmente no papo. Que maldade. :)

14 de out. de 2002

Não!!!

Ray Conniff não podia ter feito isso com a gente! ="(

Decretado luto oficial neste blog

(A pergunta que não quer calar: será que tocou Besame Mucho, ao invés da Marcha Fúnebre em seu enterro?)

13 de out. de 2002

- Isso não é arte nem música... é um produto da indústria do entretenimento.
- Entretenimento? Mas isso te diverte?
E o clipe do L.S. Jack, hein? Cruzes...

(ok, ok... burro sou eu de tentar entender essas coisas)
Considerações sobre a volta de Herbert aos palcos:

. Se por um lado sua técnica de guitarra ainda está um pouco debilitada - o que é normal após passar tanto tempo sem tocar (ainda mais nessas condições), por outro sua voz melhorou bastante.

. Sempre curti muito mais o Paralamas em sua formação original, da época que eram uma banda de rock e não uma banda de pop-reggae. Power trio é o que há, som cru e verdadeiro. Mais um ponto pra eles.

. João Barone continua irretocável. É o Stewart Copeland com sangue brasileiro.

. A simplicidade da execução do Bi Ribeiro o faz um dos baixistas brasileiros com mais personalidade no tocar. Frases simples, melódicas e de bom gosto. Curto muito isso. Ele toca a mesma coisa desde o início da banda, e tá muito bom assim.

. Pode parecer piegas, mas o carinho que um tem pelo outro é algo invejável.

. Achei bem legal essa música que tá tocando no rádio. Led Zeppelin a flor da pele.

No mais, continua o Paralamas. Sempre simpatizei com o som dos caras, fez parte da minha adolescência. Teve seus altos e baixos, como toda banda com tanto tempo de estrada, mas no geral sempre foram muito honestos e sinceros com o som que curtem. E não há como não admirar isso.
Pete Towshend já dizia: "não existe uma boa banda sem um bom baterista".

Assino embaixo.
Mapas fotográficos de Barcelona e Madri. Maravilhosos. E haja saco pra tirar esse zilhão de foto.

Dica da Carol.

12 de out. de 2002

Motumbo, John Holmes e Rambone - o verdadeiro Trio Parada Dura.
Clorofila = amiga do cloro?

(som de claques no fundo)

11 de out. de 2002

Publica, cacete!
Fonte, fonte, fonte, fonte, fonte. Tipografia, tipografia.
Beck, Soul II Soul, Us3 e Bukassa, nessa ordem.

Definitivamente, a melhor hora pra assistir a MTV é as 6h da manhã.
(...) A invenção do diagrama do metrô de Londres é possivelmente a maior contribuição individual às artes gráficas no século XX, uma espécie de Capela Sistina do design visual. Não existe outro trabalho nessa área que tenha exercido influência maior. Provavelmente sem saber o significado da expressão "artes visuais", Beck realizou a síntese que todos buscam mas pouquíssimos conseguem: distinção visual e eficiência narrativa. O diagrama é não apenas elegante, mas claro. Sua elegância é a razão de sua clareza. (...)

Texto de outubro de 2001 do João Moreira Salles sobre o mapa do metrô mais antigo do mundo. Muito bacana.

A puta dica foi do grande e tremenda figuraça JP.
Tá sem boas idéias ou sem saco de pensar na palheta de cores do seu projeto? Color Match é a solução. Ainda não entendi qual é a lógica da parada, mas os resultados são bacanas.

A dica foi do Diego.

10 de out. de 2002

O hábito faz o mongo.

9 de out. de 2002

Por que é que geralmente os comentários positivos e bacanas a gente aceita com modéstia, tendendo até a desacredita-los, e os negativos a gente releva tanto, a ponto de nos incomodarem como se fosse uma verdade unânime?

Na próxima encarnação quero ser um paralelepípedo.
Eu sou fissurado pelas fontes grátis do Chank Diesel, gosto muito das Fontalicious Fonts e amo a filosofia e o trabalho do Chank Army. Tipografia como arte e atitude é isso aí.
E já que falei do Serra, eis aqui outra figurinha da semana:



Luís Inácio Lula da Silva, apresentando suas cinco propostas.
"Eu tinha muitas crises, e conversando com alguns amigos músicos pude entender: mulheres nunca serão mais importante que a música"

Esposa de Alfred Lion, fundador da Blue Note Records, num documentario transmitido pelo GNT. Que maravilha.

8 de out. de 2002

Roberto Berliner manda avisar:

--- corte aqui ---

Meu IBOOK foi roubado, E um IBOOK GRAFITE, G3, SE 300 esta cheio de arquivos relativos a TV ZERO.

Tem instalado o software do VISOR (PALM), Sistema MAC OS 9.1, e programas basicos.

--- corte aqui ---

Se alguém souber de algum malandro vendendo um IBook duvidoso, por favor entrem em contato com a rapeize de lá. Essas coisas são revoltantes.
Eu não conheço o programa, eu não testei o programa, mas o programa é bom:

Font Modify, o primeiro software brasileiro para criação / edição de fontes digitais.

7 de out. de 2002

Figuraça da semana:



José Serra, preparando-se para o segundo turno.
Mario AV arrepia:



Eu sempre quis ver o Lula e o Fidel sem barba, por uma mera questão de curiosidade. Matou a pau.

Aliás, o Mário faz barba, cabelo e bigode com o Photoshop. É o rei da manipulação de imagens, o cara que toda agência de publicidade daria uma perna pra ter.
Ok, eu confesso: eu adoro dias de eleições.

Decerto herdei isso de meu pai, que sempre trabalhou diretamente com prefeituras do mundo inteiro, principalmente dos países da América Latina (apesar de nunca ser candidato a nada, nem tampouco filiado a algum partido). Seu Jamír sempre foi fascinado pelo processo democrático e a cada eleição ele saía bem cedo para votar, e voltava pra casa feliz da vida dizendo "Cláudio, as ruas estão em festa".

Hoje em dia eu ainda tenho essa visão romântica de democracia, apesar da certeza de que o buraco é muito mais embaixo, e que essa "festa" toda muitas vezes não passa de baderna panfletária. Mas ainda assim adoro dias de eleições. E adoro poder votar.

4 de out. de 2002

Aliás, já repararam na falta de pescoço do rapaz?
Alguém no debate poderia perguntar ao Garotinho sobre a fórmula da água. ;D

3 de out. de 2002

Debate eleitoral: pergunta, réplica, tréplica e... quadrúpeda.
Estarei ficando maluco ou eu sou a única pessoa que não consegue ver a menor graça no Seu Creysson?
Tempo bom, não volta mais... A TVE disponibilizou em seu site alguns de seus inesquecíveis programas, como os especiais Vinícius de Moraes e Cartola e as lendárias Mãos Mágicas de Gualba Pessanha - vulgo Plim-Plim.

A dica sensacional foi de Marcus Vianna.

Ih, rapaz... que péssimo.

"O pintor Rubens Gershman está internado em estado gravíssimo no Saint-Vincent Hospital, em Nova York. Ele contraiu uma violenta infecção hospitalar depois de ter sido submetido a um cateterismo por causa de uma suspeita de infarto. O que não deixa de ser paradoxal num país onde a assepsia chega às raias da neurose coletiva. Até o final da tarde de ontem, o prognóstico era bastante sombrio, já que os médicos não conseguem detectar o foco da infecção e o tipo da bactéria. Apesar disso, os amigos levam fé na força de Gershman para sair desta."

A gente fez uns trabalhos pro Rubens há um tempo atrás. O cara é uma tremenda figuraça, bon vivant nos úrtimo e gente de bem total. Ficam aqui minha torcida e meus sinceros votos de melhoras.

1 de out. de 2002

O presidente Fernando Henrique Cardoso vai encerrar o seu mandato com um novo recorde. A carga tributária, que é o total de tributos arrecadados nas três esferas de governo, deve fechar o ano em 37% do PIB, nível jamais alcançado anteriormente no país.

Trinta e sete porcento do PIB em impostos.

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