Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

1 de fev. de 2003



Eu já achava o Portishead bom.

Mas depois de assistir ao DVD gravado no Roseland (NY), acaba de se tornar uma das minhas bandas prediletas.

Sempre me soou como um puta embuste essa coisa de inserir orquestras em shows de música pop. Difícilmente não fica gratuito. Mas no Portish, ela é quase que a própria banda.

Aliás, não é bem isso, mas é meio que isso.

É complicado explicar, porque é difícil entender como eles conseguem misturar tantos timbres diferentes (scratches, theremin, bateria, baixo, trompa, violino, trombone, violoncelo, baixo acústico, hammonds, e por aí vai) de forma tão harmonica e orgânica.

A sonoridade? Um misto de música de filmes de suspense, filmes policiais da década de 70, com trilha do 007 e Bjork.

A engenharia de som? Primorosa. Mais que uma simples equalização, ela é a grande responsável por toda climatização dos arranjos.

Lindo.
Sabe o que significam 30 bilhões de dólares?

"1. A quantia é três vezes maior que o valor envolvido em um dos mais bombásticos escândalos financeiros de que se teve notícia na Argentina. Sob investigação das autoridades locais, suspeita-se que US$ 10 bilhões sumiram do país dias antes da decretação do corralito, em dezembro de 2001.

2. A dinheirama equivale a R$ 108 bilhões, que daria para tapar o rombo da Previdência Social durante dois anos seguidos ou bancar o programa Fome Zero durante 21 anos.

3. Significa nada menos que 8% de toda a riqueza que a economia brasileira é capaz de produzir durante um ano e corresponde ao dobro da economia nas contas públicas que o governo brasileiro terá que fazer neste ano para cumprir o acordo com o FMI."

Absurdo, inaceitável e muito, muito assustador.

O resto você lê aqui. Como meia dúzia de, com o perdão da palavra, filhos de umas putas conseguiram em três anos, desviar essa singela quantia dos cofres públicos brasileiros.

Não existe outro remédio, é paredão e tá acabado. Tolerâcia Zero já.

31 de jan. de 2003

Opa.

Voltando devagar. Já já respondo todos os emails.

Bitocas.

24 de jan. de 2003

Bom, to indo ali, volto na semana que vem. Beijos pros que ficam.
Aliás, a Vanessa Mae é outra que merecia um meia-lua de frente.

Cada um tem a Família Lima que merece...
Por que as pessoas insistem na idiotice de colocar os cds do Kenny G na seção de discos de jazz? É muita sacanagem, além de total ignorância.

Esse mané consegue realmente me incomodar.

Pior que não é o tipo de coisa que dá pra esquecer, pois tem sempre uma música deste filhodeumapota tocando nas lojas de departamento. Reparem ao adentrar as Americanas, é batata, e é quase sempre a trilha sonora de Dying Young. Enlouquecedor.

Martelo rodado é a solução.

23 de jan. de 2003

Bom atendimento ao cliente é outra coisa.

Hoje me ligou a gerente do meu restaurante indiano preferido pra me desejar parabéns pelo meu aniversário, dizendo que nesse mês tenho um almoço ou jantar por conta da casa, além de um presentinho e um drink indiano para os meus amigos.

Gosto dessas coisas. Um mimo simples, mas muito simpático.
A Cris me mandou essa pérola. A prefeitura do Rio podia adotar essa campanha, começando pela minha rua.

Aliás, isso me lembra um hábito que venho adquirindo. Quando estou sozinho dirigindo, num gesto de represália aos MC Serginhos e Tatis-Quebra-Barraco que infernizam a vida dos cidadãos no trânsito, meto um Coltrane, um Miles Davis ou um Tom Jobim aos berros no carro, abro as janelas e transito calmamente pela cidade, amarradão.

Acho que todos os apreciadores da boa música podiam adotar essa postura. Já imaginaram que bacana, andar na rua e ouvir Sonic Youth, Chico Science, Vinícius, Duke Ellington e Roni Size explodindo nos sons dos veículos?

Cansei de ser razoável. Já que é guerra, sejamos radicais.

22 de jan. de 2003

21 de jan. de 2003

Gostaria de avisar que no próximo domingo (dia 26) estarei completando 29 verões. E aproveitar pra avisar aos amigos de SP que estarei na área de sexta a terça. Então... comemoremos!
Univitelinas: Breakout (Swing Out Sister) e Babilônia Maravilhosa (Evandro Mesquita).

19 de jan. de 2003

Da série pessoas que merecem um martelo rodado: os responsáveis pela programação visual do Tim Pop Festival.
O grande problema é que no Brasil, a fama ultrapassa os 15 minutos.
Alguém por aí sabe quem é que canta uma musica, cujo refrão é I have a color tv, where I can see, the Nicks playing basketball?

To com esse refrão na cabeça e não consigo lembrar por nada quem é canta isso. Ê sequela.

Update: Duduzam e Ez já mataram a charada. É a clássica Rapper's Delight, do Sugar Hill Gang. Ô cabeça.

18 de jan. de 2003

Da série pessoas que merecem um martelo rodado: Kenny G.

17 de jan. de 2003

Hay que enriquecerse, pero sin perder la ternura jamás.
O dia ideal pra mim é aquele que você acorda cedo, dá uma andada na praia, toma café na rua com os amigos, estuda, almoça num restaurante charmoso, trabalha direito, leva um som com sua banda e a noite encontra com a(s) pessoa(s) querida(s).

Pena que geralmente esse dia tem que ter umas 53 horas.
Vendo o Quarteto Santoro na Globonews, lembro de dois velhos desejos:

1. Aprender a tocar baixo acústico. Sempre tive um fetiche pela Maria Gorda, mas além de ser muito caro, não é nada prático, pois é difícil até de guardar em casa. E pra levar no carro, só deitando todos os bancos.

2. Aprender a tocar violoncelo. Acho um dos instrumentos mais versáteis e elegantes.

Como podem ver, nunca neguei meu gosto pelos graves. Porque é o grave que segura o groove .

16 de jan. de 2003

Aliás, o camarada Gush, que toca na Turma da Bossa, tem um blog classe.

Arquivo do blog