Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

21 de fev. de 2003

Esse blog andou fora do ar por uns dias. Mas agora estamos voltando com nossa programação normal.
Testando, 1, 2, 3.

11 de fev. de 2003

Univitelinos: Eri Johnson e Harry, do BBB.
A pergunta que não quer calar: por que as pessoas dão tanta atenção à Simony?

6 de fev. de 2003

Cabeça vazia, laboratório do publicitário.

3 de fev. de 2003

Testes seus conhecimentos tipográficos: Arial x Helvetica.

Esse link foi um oferecimento de Lia Boneca.
Momentos narcisistas do Chacundum:

I love my Canon.











São Paulo, terra de contrastes.


Ainda a salinha, sempre surpreendendo.

Ok, eu assumo: sentirei saudades. É claro.

1 de fev. de 2003



Eu já achava o Portishead bom.

Mas depois de assistir ao DVD gravado no Roseland (NY), acaba de se tornar uma das minhas bandas prediletas.

Sempre me soou como um puta embuste essa coisa de inserir orquestras em shows de música pop. Difícilmente não fica gratuito. Mas no Portish, ela é quase que a própria banda.

Aliás, não é bem isso, mas é meio que isso.

É complicado explicar, porque é difícil entender como eles conseguem misturar tantos timbres diferentes (scratches, theremin, bateria, baixo, trompa, violino, trombone, violoncelo, baixo acústico, hammonds, e por aí vai) de forma tão harmonica e orgânica.

A sonoridade? Um misto de música de filmes de suspense, filmes policiais da década de 70, com trilha do 007 e Bjork.

A engenharia de som? Primorosa. Mais que uma simples equalização, ela é a grande responsável por toda climatização dos arranjos.

Lindo.
Sabe o que significam 30 bilhões de dólares?

"1. A quantia é três vezes maior que o valor envolvido em um dos mais bombásticos escândalos financeiros de que se teve notícia na Argentina. Sob investigação das autoridades locais, suspeita-se que US$ 10 bilhões sumiram do país dias antes da decretação do corralito, em dezembro de 2001.

2. A dinheirama equivale a R$ 108 bilhões, que daria para tapar o rombo da Previdência Social durante dois anos seguidos ou bancar o programa Fome Zero durante 21 anos.

3. Significa nada menos que 8% de toda a riqueza que a economia brasileira é capaz de produzir durante um ano e corresponde ao dobro da economia nas contas públicas que o governo brasileiro terá que fazer neste ano para cumprir o acordo com o FMI."

Absurdo, inaceitável e muito, muito assustador.

O resto você lê aqui. Como meia dúzia de, com o perdão da palavra, filhos de umas putas conseguiram em três anos, desviar essa singela quantia dos cofres públicos brasileiros.

Não existe outro remédio, é paredão e tá acabado. Tolerâcia Zero já.

31 de jan. de 2003

Opa.

Voltando devagar. Já já respondo todos os emails.

Bitocas.

24 de jan. de 2003

Bom, to indo ali, volto na semana que vem. Beijos pros que ficam.
Aliás, a Vanessa Mae é outra que merecia um meia-lua de frente.

Cada um tem a Família Lima que merece...
Por que as pessoas insistem na idiotice de colocar os cds do Kenny G na seção de discos de jazz? É muita sacanagem, além de total ignorância.

Esse mané consegue realmente me incomodar.

Pior que não é o tipo de coisa que dá pra esquecer, pois tem sempre uma música deste filhodeumapota tocando nas lojas de departamento. Reparem ao adentrar as Americanas, é batata, e é quase sempre a trilha sonora de Dying Young. Enlouquecedor.

Martelo rodado é a solução.

23 de jan. de 2003

Bom atendimento ao cliente é outra coisa.

Hoje me ligou a gerente do meu restaurante indiano preferido pra me desejar parabéns pelo meu aniversário, dizendo que nesse mês tenho um almoço ou jantar por conta da casa, além de um presentinho e um drink indiano para os meus amigos.

Gosto dessas coisas. Um mimo simples, mas muito simpático.
A Cris me mandou essa pérola. A prefeitura do Rio podia adotar essa campanha, começando pela minha rua.

Aliás, isso me lembra um hábito que venho adquirindo. Quando estou sozinho dirigindo, num gesto de represália aos MC Serginhos e Tatis-Quebra-Barraco que infernizam a vida dos cidadãos no trânsito, meto um Coltrane, um Miles Davis ou um Tom Jobim aos berros no carro, abro as janelas e transito calmamente pela cidade, amarradão.

Acho que todos os apreciadores da boa música podiam adotar essa postura. Já imaginaram que bacana, andar na rua e ouvir Sonic Youth, Chico Science, Vinícius, Duke Ellington e Roni Size explodindo nos sons dos veículos?

Cansei de ser razoável. Já que é guerra, sejamos radicais.

22 de jan. de 2003

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