Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

21 de jun de 2002

Peço desculpas pela demora nos replies dos emails. Deu uma quiba e estou sem internet no escritório, mas aos poucos vou respondendo de casa.
Rapaz, e que gol foi aquele do Ronaldinho, hein?

Um gol de anjo, verdadeiro gol de placa.

19 de jun de 2002

Eu juro que não é viagem minha: a voz do Armínio Fraga é igual a do Ronaldo camisa 9. Igual.
Existe coisa mais escrota que o Jô tocando trompete?

Claro que existe! É o Jô tocando piano, o Jô tocando bongô, o Jô dançando...
Sáciu disse bem: homem-bomba é a expressão máxima do foda-se. É o foda-se em sua essência.

18 de jun de 2002

Motumbo tem uma imensa caixa toráxica.
Faça um favor à humanidade: mate um alto executivo da indústria fonográfica. O mundo não merece esse tipo de gente.





Information wants to be free. Information wants to break free.
E depois de detonarem o Napster, os malditos venceram mais uma batalha: a derrubada do Audio Galaxy.

Sugiro a criação da SORRIAA: Support Our Rage Against Record Industry Association Of America.
Viva a Coréia!

17 de jun de 2002





Encontro de dois ex-alunos do Colégio Sion do Rio de Janeiro num sábado de festividades juninas.

Saí de lá em 91 e não me lembro de ter voltado depois. É difícil descrever a emoção ao rever antigos professores, o pátio interno, os arcos, a sacada, a carpintaria, o morro... enfim, tudo que me acompanhou diariamente durante os 15 anos mais importantes da minha vida.

Abaixo, mais uns registros de nossa visita e da festinha.













Esse é o famoso Arnaldo, uma espécie de 'faz-tudo' e patrimônio histórico do colégio. O cara trabalha lá há pelo menos uns 30 anos, sempre com seu bigodão clássico. Fantástico.

Tempos bons que não voltam mais.
Coisa linda de se ver no Chacundum:





Domingo à tarde, Mirante do Leblon e Aterro do Flamengo - duas das mais belas vistas da Cidade Maravilhosa.

O Brasil é um país de cidades pitorescas e encantadoras, mas o Rio é lindo demais. Tem que respeitar.

16 de jun de 2002

E agora a polícia criou uma série de dificultadores para a realização dos bailes funk. Típico.

É claro que o que aconteceu com Tim Lopes foi repugnante, inadmissível e bárbaro. Agora, deixar os bailes como bode espiatório, além de totalmente previsível (a culpa é sempre dos bailes...) chega a ser infantil, para não dizer leviano.

Que existe algum tipo de envolvimento do tráfico com os bailes, isso não é novidade pra ninguém. Mas culpá-los pela morte do jornalista e pela violência nos morros é demais.

A polícia devia se concentrar em garantir segurança à população das favelas e aos frequentadores dos bailes, uma das poucas manifestações genuínas da cultura popular carioca que sobreviveram à invasão dos axés e dos pagodinhos de colarinho branco imposta pelas gravadoras, e não em arrumar soluções paliativas para os olhos da imprensa.

É bom lembrar que os bailes garantem emprego e diversão pra muita gente que, sem eles, provávelmente estaria com uma arma na mão, seja roubando para pagar os altos custos das casas noturnas do Rio, seja para garantir seu sustento.

Criminalidade se combate com educação, emprego, salários dignos e programas de integração dos excluídos à sociedade. Todo mundo fala em conter a violência. Agora, conter o altíssimo índice de analfabetismo, ninguém quer.

Combater a violência é diferente de combater a favela, formada em sua maioria por gente digna, trabalhadora e sofrida, ao contrário de muita gente 'do asfalto'. E tirar uma das poucas diversões que lhes restam não vai resolver em nada a situação.

Palhaçada.

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