Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

29 de dez de 2001

Falha nossa: O Ronca-Tripa era um programa da rádio Panorama FM, e não da Fluminense, como eu havia dito. O seu programa na Fluminense (Rocka 26, se não me engano) foi antes disso.

Nóis herra, nóis consserta.
Aliás, dando continuidade à série 'o que leva':

O que leva uma pessoa a telefonar para Casa dos Artistas para dar seu voto?

Sempre lembrando: eram realizadas, em média, 40.000 ligações por domingo.

Galera, have a life...
Eu já falei e vou voltar a falar:

O que leva uma pessoa a ligar para o Shoptime para conversar com os apresentadores?

Te dou 1 ano para me apresentar um único argumento convincente.
E já que cumpadi Ez tocou no assunto, eis aqui outra pérola do cancioneiro corno:

(...) Mal acostumado, você me deixou.
Mal acostumado, com o seu amor
Então volta, traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz
.

Também conhecida como a melô da ex-namorada do bem dotado.
Hoje é dia do já tradicional almoço de fim de ano da empresa.

Comida e bebida liberada para todos os funcionários. Brindemos!

27 de dez de 2001

Confesso: ando de saco cheio de intelectualóides (em sua maioria, debilóides). São todos muito previsíveis - adoram escrever na língua dos outros, curtem as mesmas bandas, os mesmos livros, os mesmos filmes, tem a mesma postura cool... putz, como isso é chato.

Um pouco de atitude, autênticidade e, acima de tudo, simpatia (com boas doses de simplicidade) fazem um bem danado pra pele e pra alma. Leve fé.
Os Estados Unidos são atacados, em Gaza rola o maior arranca-rabo, o Afeganistão é devastado, a Argentina tá indo pro saco, atentados terroristas explodem no mundo inteiro e agora a Índia aponta mísseis para o Paquistão.

Pra quê ter medo se o futuro é a morte?

E o Sadam anda tão quietinho... estranho.
Vida longa à obra de Gonzaguinha!
Triste mesmo é ouvir a regravação de 'Narizinho' interpretada por Ivete Sangalo.

Monteiro Lobato deve estar tendo convulsões no túmulo.

25 de dez de 2001

Afro-americano é o escambau.

Qual o problema em dizer negro, crioulo, negão, preto? Soa natural, corriqueiro e infinitamente menos segregador e racista.

Na moral?
Ontem avistei casas germinadas, mas desisti de adentrá-las, pois a ladeira era muito íngrede.
Queria aproveitar o momento para agradecer a todos que têm mandado mensagens de força e de carinho. A situação ainda é muito delicada, mas o véinho tá melhorando aos pouquinhos. Minha cabeça gira um pouco as vezes, cada dia que passa vejo que não sei mesmo lidar com um troço chamado incerteza. Mas as vibrações positivas chegam por todos os lados - pessoalmente, por emails, pelo telefone e até mesmo por blogs - e tenho certeza que doutô Jamí tem captado todas elas.

Paciência véio, é assim mesmo, as vezes a vida apronta dessas com pessoas gentis, do bem e querida por todos - bem como você é. Mas tudo vai ficar ok, cê vai ver.

24 de dez de 2001

Ih, mestre MauVal postou meu email em seu blog.

Vocês devem se perguntar quem é esse tal de MauVal que eu vez por outra falo, né?

Pois bem... MauVal - codinome de Maurício Valladares - além de ser um cara que eu admiro - não só por suas iniciativas e pela sua força de vontade, mas também por ser um dos caras que mais entende de música que eu conheço -, é o criador do programa-festa Ronca-Ronca.

Tudo começou com o Ronca-Tripa, na extinta rádio Fluminense FM (ou Maldita FM, como muitos gostam de chamar). Maurício foi um dos grandes lançadores de tendências dos nossos tempos. Pra vocês terem idéia, foi ele quem lançou boa parte das bandas brasileiras dos anos 80 (como Paralamas, por exemplo). É uma pessoa de ouro e um dos poucos focos de resistência da cultura musical brasileira. Suas festas são sensacionais, inesquecíveis. E é por isso tudo que eu bato palmas de pé para ele.

Aliás, como ele mesmo costuma dizer, 'por favor, uma salva de palmas para Maurício Valladares'! Ele merece.
Ainda bem que não tem cheiro. Ideal para aqueles que trabalham em grandes corporações.
Alguns amigos têm o dom de me matar de rir, mesmo naqueles dias em que estou pra lá de chateado.

Ao conversar com uma amiga sobre o fim de ano, ela me diz: 'Ganhei um vestido muito foda pra usar no reveillon, mó decotão nos peitos, mó decotão atrás, totalmente kélly...'

Eu, no auge de minha inocência, perguntei: 'Kélly?'

E ela respondeu: 'É... Kéllynguiça!'

Besteirol total, mas foi o suficiente para eu gargalhar por alguns minutos.

Vestidos decotados nunca mais serão os mesmos depois desse comentário.
Uma parada que poderia desaparecer do planeta que eu levaria uns 20 anos para me dar conta: fruta cristalizada.
O que é bom a gente espalha pros amigos.

Então fica aqui a dica para rapaziada da zona sul carioca: tá num daqueles dias quentes e chatos, que você sequer tem disposição para sair de casa? Bom, o DVD Club Online cobra em torno de 5 paus por DVD (mais uma taxa de entrega que varia entre R$ 0,50 e R$ 1,50). Você faz a transação pela internet, eles levam e buscam o DVD em sua casa e o serviço é bom, rápido e eficiente. Fantástico, virei fã dos caras. Fica aqui a dica.

23 de dez de 2001

Da série 'meus standards prediletos': Just Friends (Klemmer / Lewis).

Recomendo a incrível versão de Pat Martino.

Guitarristas de plantão: querendo a transcrição de seu maravilhoso solo, clique aqui.
Quando você está péssimo, tem gente que te abraça, beija, enfim te conforta de alguma maneira - o que é excelente, é claro, pois você está precisando muito disso. E tem gente que não precisa fazer nada, que você nitidamente sente e sabe que tá ali com você pro que der e vier. Esse cara aqui é um desses. =)
Depois de semanas, finalmente consegui assistir Réquiem Para Um Sonho.

Bom... quem viu deve saber qual foi a minha reação.

Quando me disseram que era um filme sobre drogas, com uma edição diferente, imaginei mais um xaropinho como Pulp Fiction ou Trainspotting (que são até legaizinhos, mas cheios de ceninhas 'de efeito' como seringas, viagens de herô, guerras de gangsters, etc.).

Nada disso. O filme não é 'chocante', é triste mesmo, depressão total. O diretor (ou seria o roteirista?) levou tudo às últimas consequências, sem mocinhos intocáveis, cenas de sexo espetaculares e, principalmente, sem finais felizes - aliás, coisa rara de se ver em filmes americanos.

Vale a audiência - além do roteiro, a montagem é bem bacana, a trilha sonora cai como uma luva e os atores são excelentes. Mas fica aqui um conselho: não marque nada para após a sessão, é programa perdido.

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