Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.

7 de dez de 2002

Aliás, já disse aqui que sou fã incondicional do Prince ?
E depois que inventaram o tal cruzeiro, eu trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro.
De que me serve um saco cheio de dinheiro, pra comprar um quilo de feijão?

6 de dez de 2002

Conversando com uma amiga muito querida, que se lamentava sobre um caso de amor mal terminado, só posso chegar a uma conclusão: é impressionante a capacidade das pessoas de se autosabotarem.

Parece que quando tudo caminha ao seu favor, quando tudo se encaixa da forma mais linda e perfeita do mundo, você tende a desacreditar que aquilo é bom demais pra ser verdade e, consequentemente, começa a dar pra trás. Depois dá tudo errado e fica sofrendo. E mais tarde não entende porque está sozinho.

Que coisa. Pra mim, esse papo de viver intensamente cada momento é o maior caô, mas deveria ser levado em consideração por alguns, só de vez em quando.
A genialidade do simples:

Idioma Esquisito (Nelson Sargento)

Fui fazer meu samba na mesa do meu botequim
Depois de umas e outras, o samba ficou assim

Estrambonático, palipopético, cibalenítico, estapafúrdio,
protopológico, antropofágico, presolopépico, atroverático,
batunitétrico, pratofilândolo, calotolético, carambolâmbolo,
posolométrico, pratofilônica, protopolágico, canecalônica,
posolométrico, pratofilônica, protopolágico, canecalônica

É isso aí, é isso aí
Ninguém entendeu nada, eu também não entendi
É isso aí, é isso aí
Ninguém entendeu nada, eu então vou repetir

Estrambonático, palipopético, cibalenítico, estapafúrdio,
protopológico, antropofágico, presolopépico, atroverático,
batunitétrico, pratofilândolo, calotolético, carambolâmbolo,
posolométrico, pratofilônica, protopolágico, canecalônica,
posolométrico, pratofilônica, protopolágico, canecalônica

É isso aí, é isso aí
Ninguém entendeu nada, eu também não entendi

5 de dez de 2002

Mais alguém ja reparou que 90% das cachoeiras brasileiras se chamam Véu de Noiva?
Final de ano é sempre a mesma coisa. Blitz espalhadas pelos quatro cantos da cidade, a toda hora, pra ver se uzômi garantem uma força no 13o em cima dos playboy otário.

Reparem, há anos que isso acontece. Eles podiam tentar ser mais discretos.
Que mané ir ao cinema, a boa é matar a família e ir ao motel.

Enquanto isso, Copacabana vira Sarajevo e Beira-Mar arma sua tropa com mísseis e granadas.

Definitivamente, ignorando as manchetes somos mais felizes. A ficção anda fichinha perto dessa realidade maluca.
São nessas horas que eu lembro porque não acompanho futebol.

Tomar uma bolada desse calibre nas costas, quando falta muito pouquinho pra final, é muito sofrimento.

4 de dez de 2002



Meu filho trintão. Mais velho e enxuto que o próprio pai. ;)
Só digo isso. Feito em "homenagem" ao CAP, uma espécie de Olavo Bilac às avessas, dos tempos de ouro do Centroin BBS.

Aliás, essa página foi criada em 1997, mas tem gente que ainda acha o Seu Creysson a última novidade em humor. Bah.
Querem caligrafia, querem?
No calor de 40 graus do Rio, somos todos iguais.
Na fila do Detran somos todos iguais.

3 de dez de 2002

Das duas, uma:

1. Dica para os amantes de Neville Brody: passei há duas semanas no Travessão (aquela Livraria da Travessa de Ipanema) e encontrei seus dois livros a venda. Quem ainda não tem, corre lá antes que acabe. São livros fora de catálogo e imprescindíveis para qualquer designer sangue bom.

2. Como? Você é designer e não conhece o Neville Brody?
E se me chamarem de publicitário mais uma vez, vai ter porrada.
Use sabonete de Lanolina (???) para lavar o rosto, e passe alguns minutos com cheiro de bolo de chocolate nas narinas.
E não foi que eu me surpreendi com reviravolta que o Detran-RJ deu na qualidade de seu atendimento?

Não precisa ser muito velho para lembrar o processo de mulambização que era fazer coisas relativamente simples, como tirar uma carteira de motorista. Aliás, precisar de qualquer serviço dessa instituição era pedir pra morrer. Filas quilométricas, propinas e voltar para casa com as mãos abanando eram fatos corriqueiros, do tipo "é normal, o Detran é assim mesmo".

Bom, ontem me liguei que minha carteira estava vencida há alguns meses (leitores desse blog: confiram suas carteiras. Ela vence quando a gente menos imagina). Pensei: "essa não... lá vou eu encarar o processo mulambo do Detran". Foi quando abri mão do meu terceiro mundismo e resolvi conferir se dava pra resolver algumas etapas desse processo via internet.

Olha, não só resolvi algumas etapas, como praticamente a estória toda. Entrei no site do Detran meio descrente, no intuito de colher informações sobre o que era preciso e... pumba, elas estavam lá. Vi que precisava pagar um tal de DUDA (que nomezinho desgraçado), separar umas cópias de documentos e agendar a retirada da CNH.

Fui ao site do meu banco e... surpresa: o DUDA pode ser pago online. Paguei e imprimi o comprovante e verifiquei que já tinha as cópias e os originais dos documentos necessários. Só me restava agendar a retirada da carteira.

Fui além e pensei "bom, será que dá pra fazer esse agendamento no site também?". E dava! O site do Detran é uma belezinha, ele não apenas contém todas as informações que você precisa, como lhe permite agendar e cancelar vistorias, exames de motorista e o escambau! É completíssimo, intuitivo e 100% funcional. E o melhor: agendei num posto pertinho de casa, e não a 10 bairros de distância, como era nos "bons" tempos.

Se o Detran-RJ, que há alguns anos prestava um dos piores serviços do país (pra mim, só perdia mesmo pra Telerj) conseguiu dar essa volta por cima, então tudo é possível. Existe luz no fim do túnel sim.

E pobre é foda, se encanta com maravilha do mundo moderno. ;D
Oi, voltei. Acho que agora é em definitivo (ou não).

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