Chacundum é um blog em dolby-stérico de Cláudio Reston, designer-músico e sócio da Visorama Diversões Eletrônicas.
24 de jun. de 2002
23 de jun. de 2002
21 de jun. de 2002
19 de jun. de 2002
18 de jun. de 2002
E depois de detonarem o Napster, os malditos venceram mais uma batalha: a derrubada do Audio Galaxy.
Sugiro a criação da SORRIAA: Support Our Rage Against Record Industry Association Of America.
Sugiro a criação da SORRIAA: Support Our Rage Against Record Industry Association Of America.
17 de jun. de 2002
Encontro de dois ex-alunos do Colégio Sion do Rio de Janeiro num sábado de festividades juninas.
Saí de lá em 91 e não me lembro de ter voltado depois. É difícil descrever a emoção ao rever antigos professores, o pátio interno, os arcos, a sacada, a carpintaria, o morro... enfim, tudo que me acompanhou diariamente durante os 15 anos mais importantes da minha vida.
Abaixo, mais uns registros de nossa visita e da festinha.
Esse é o famoso Arnaldo, uma espécie de 'faz-tudo' e patrimônio histórico do colégio. O cara trabalha lá há pelo menos uns 30 anos, sempre com seu bigodão clássico. Fantástico.
Tempos bons que não voltam mais.
16 de jun. de 2002
E agora a polícia criou uma série de dificultadores para a realização dos bailes funk. Típico.
É claro que o que aconteceu com Tim Lopes foi repugnante, inadmissível e bárbaro. Agora, deixar os bailes como bode espiatório, além de totalmente previsível (a culpa é sempre dos bailes...) chega a ser infantil, para não dizer leviano.
Que existe algum tipo de envolvimento do tráfico com os bailes, isso não é novidade pra ninguém. Mas culpá-los pela morte do jornalista e pela violência nos morros é demais.
A polícia devia se concentrar em garantir segurança à população das favelas e aos frequentadores dos bailes, uma das poucas manifestações genuínas da cultura popular carioca que sobreviveram à invasão dos axés e dos pagodinhos de colarinho branco imposta pelas gravadoras, e não em arrumar soluções paliativas para os olhos da imprensa.
É bom lembrar que os bailes garantem emprego e diversão pra muita gente que, sem eles, provávelmente estaria com uma arma na mão, seja roubando para pagar os altos custos das casas noturnas do Rio, seja para garantir seu sustento.
Criminalidade se combate com educação, emprego, salários dignos e programas de integração dos excluídos à sociedade. Todo mundo fala em conter a violência. Agora, conter o altíssimo índice de analfabetismo, ninguém quer.
Combater a violência é diferente de combater a favela, formada em sua maioria por gente digna, trabalhadora e sofrida, ao contrário de muita gente 'do asfalto'. E tirar uma das poucas diversões que lhes restam não vai resolver em nada a situação.
Palhaçada.
É claro que o que aconteceu com Tim Lopes foi repugnante, inadmissível e bárbaro. Agora, deixar os bailes como bode espiatório, além de totalmente previsível (a culpa é sempre dos bailes...) chega a ser infantil, para não dizer leviano.
Que existe algum tipo de envolvimento do tráfico com os bailes, isso não é novidade pra ninguém. Mas culpá-los pela morte do jornalista e pela violência nos morros é demais.
A polícia devia se concentrar em garantir segurança à população das favelas e aos frequentadores dos bailes, uma das poucas manifestações genuínas da cultura popular carioca que sobreviveram à invasão dos axés e dos pagodinhos de colarinho branco imposta pelas gravadoras, e não em arrumar soluções paliativas para os olhos da imprensa.
É bom lembrar que os bailes garantem emprego e diversão pra muita gente que, sem eles, provávelmente estaria com uma arma na mão, seja roubando para pagar os altos custos das casas noturnas do Rio, seja para garantir seu sustento.
Criminalidade se combate com educação, emprego, salários dignos e programas de integração dos excluídos à sociedade. Todo mundo fala em conter a violência. Agora, conter o altíssimo índice de analfabetismo, ninguém quer.
Combater a violência é diferente de combater a favela, formada em sua maioria por gente digna, trabalhadora e sofrida, ao contrário de muita gente 'do asfalto'. E tirar uma das poucas diversões que lhes restam não vai resolver em nada a situação.
Palhaçada.
13 de jun. de 2002
12 de jun. de 2002
11 de jun. de 2002
Tirem o favoritismo de perto de mim.
A toda-poderosa França, equipe que derrotou o Brasil nas finais de 98, que foi eleita a melhor seleção do mundo, que entrou como a grande favorita da Copa e que ficou zombando o tempo todo de nossa seleçãozinha, deu bye bye ainda nas eliminatórias, numa das campanhas mais lamentáveis da história. Perder até vai, agora não marcar um golzinho sequer é vergonhoso.
É o que acontece quando nego entra em campo se achando muito gostoso. Toma a primeira na palhaça, se desmonta e não consegue mais se encontrar.
Bem feito.
Eu quero é mais que o Brasil seja o grande azarão da Copa. Sai pra lá com esse favoritismo, isso não dá título a ninguém.
A toda-poderosa França, equipe que derrotou o Brasil nas finais de 98, que foi eleita a melhor seleção do mundo, que entrou como a grande favorita da Copa e que ficou zombando o tempo todo de nossa seleçãozinha, deu bye bye ainda nas eliminatórias, numa das campanhas mais lamentáveis da história. Perder até vai, agora não marcar um golzinho sequer é vergonhoso.
É o que acontece quando nego entra em campo se achando muito gostoso. Toma a primeira na palhaça, se desmonta e não consegue mais se encontrar.
Bem feito.
Eu quero é mais que o Brasil seja o grande azarão da Copa. Sai pra lá com esse favoritismo, isso não dá título a ninguém.
9 de jun. de 2002
Ouvindo um papo entre os frentistas de um posto das redondezas sobre o enigmático envolvimento do Belo com o tráfico de drogas, resolvo botar lenha na fogueira:
- Mas tu tá ligado que o cara é o maior bandido, né? - atiço.
- O senhor me desculpe, mas até provarem o contrário, pra mim ele ainda é um artista - responde um dos envolvidos na discussão.
Bom, se o cara é bandido eu não sei. Mas pra mim, até provarem o contrário, artista e belo são tudo o que ele nunca foi.
- Mas tu tá ligado que o cara é o maior bandido, né? - atiço.
- O senhor me desculpe, mas até provarem o contrário, pra mim ele ainda é um artista - responde um dos envolvidos na discussão.
Bom, se o cara é bandido eu não sei. Mas pra mim, até provarem o contrário, artista e belo são tudo o que ele nunca foi.
7 de jun. de 2002
6 de jun. de 2002
E ainda no embalo da arte gráfica russa, Tuninha manda outra ótima dica: The Russian Avant-Garde Book (1910-1934).
Cês sabem tudo, não sei o que seria de mim sem vocês, xenti. :*
Cês sabem tudo, não sei o que seria de mim sem vocês, xenti. :*
Da série Grandes Fetiches da Humanidade:
Comissária de bordo, balconista de empresa aérea, enfermeira, colegial, apresentadora de telejornal, mulher-gato, batgirl, professora (do maternal ao pós-doutorado), recepcionista, fisiculturista, ginasta, jogadora de vôlei, bailarina e secretária executiva.
Há quem diga também de caixa de supermercado, funkeira, empregada doméstica e personal trainer. Confere?
Depois tem mais.
Comissária de bordo, balconista de empresa aérea, enfermeira, colegial, apresentadora de telejornal, mulher-gato, batgirl, professora (do maternal ao pós-doutorado), recepcionista, fisiculturista, ginasta, jogadora de vôlei, bailarina e secretária executiva.
Há quem diga também de caixa de supermercado, funkeira, empregada doméstica e personal trainer. Confere?
Depois tem mais.
5 de jun. de 2002
Mari dá a dica: a arte gráfica de Mayakovsky. Se você curte arte construtivista russa, não pode deixar de visitar. Maravilhoso.
E a palestra em Sampa ficou um pouco abaixo do nosso rendimento, mas tudo bem, alguns dias são melhores que os outros. Três palestras seguidas tendem a ser algo meio cansativo para os espectadores, mas as vezes não tem como ser diferente.
O que valeu mesmo foi a receptividade e a organização nota 10 do pessoal do evento, além de conhecer um pouco mais o trabalho top da Lobo (em minha opinião, um dos melhores escritórios de video design do mundo) e do Suannes, conhecer gente boníssima e rever figuras queridas como o Jean e a Carol. Essas são as coisas mais valiosas que a gente acumula com nosso trabalho, o resto é o resto.
Abaixo, um singelo registro desse trajeto que tanto amamos.
O que valeu mesmo foi a receptividade e a organização nota 10 do pessoal do evento, além de conhecer um pouco mais o trabalho top da Lobo (em minha opinião, um dos melhores escritórios de video design do mundo) e do Suannes, conhecer gente boníssima e rever figuras queridas como o Jean e a Carol. Essas são as coisas mais valiosas que a gente acumula com nosso trabalho, o resto é o resto.
Abaixo, um singelo registro desse trajeto que tanto amamos.
4 de jun. de 2002
3 de jun. de 2002
31 de mai. de 2002
Não sou grande fã do Garbage, mas tenho que dar o braço (dos outros) a torcer: The World Is Not Enough, tema do filme homônimo de James Bond é simplesmente lindíssima. Os arranjos de cordas primorosos e o som 60's da guitarra, unidos à voz poderosa de Shirley Manson (suspiros) e à uma mixagem irretocável dão ares de hino a essa peça.
Alias, tô pra ver um tema ruim do James Bond. Seus produtores sempre capricharam nesse quesito. Maravilha.
Alias, tô pra ver um tema ruim do James Bond. Seus produtores sempre capricharam nesse quesito. Maravilha.
Ainda na série melhores dublagens do mundo inaugurada por Jean, Paula Lopes manda avisar:
Dawson's Creek. Duas meninas estão falando sobre uma história bem triste, dessas que não tem a menor previsão de um final feliz. Uma vira pra outra e diz: "Hope dies last..." (a esperança é a última q morre).
Na legenda: "Espero que as mortes durem".
Dawson's Creek. Duas meninas estão falando sobre uma história bem triste, dessas que não tem a menor previsão de um final feliz. Uma vira pra outra e diz: "Hope dies last..." (a esperança é a última q morre).
Na legenda: "Espero que as mortes durem".
Avisando com um certo atraso, mas cheio de felicidade: Quinta-Feira.
Site com os livros de colagens do camarada Tonho, um dos designers mais talentosos que já conheci. Orgulho da classe total.
Site com os livros de colagens do camarada Tonho, um dos designers mais talentosos que já conheci. Orgulho da classe total.
30 de mai. de 2002
29 de mai. de 2002
E aproveitando a onda de melhores dublagens do mundo inaugurada pelo Jean, segura essa:
- Ele vai para Hong Kong... via Havaí.
- Ele não vai para o Havaí...
(Neguinho arma a base de karate)
- Ih, esse neguinho é metido a valente!
Papo entre dois policiais no filme Operação Dragão, exibido no SBT.
- Ele vai para Hong Kong... via Havaí.
- Ele não vai para o Havaí...
(Neguinho arma a base de karate)
- Ih, esse neguinho é metido a valente!
Papo entre dois policiais no filme Operação Dragão, exibido no SBT.
28 de mai. de 2002
Recebido numa lista. Texto de Luciano Cian:
Designers Associados Silva
- Alô...
- Designers Associados Silva. Bom dia!
- O Silva, por favor...
- Quem gostaria?
- Seu Manuel...
- Um momento...
- Pois não.
- Sr. Silva? Aqui é o Seu Manuel da padaria. Tudo bem?
- Tudo bem. Em que posso ajudá-lo?
- Sabe o que é, to ampliando meu negócio e gostaria de mudar a marca da minha padaria. Quanto custa?
- Bem, como assim...
- Queria saber quanto sai para fazer uma marca pro meu negócio...
- Seu Manel, os custos podem variar de acordo com uma série de fatores: tamanho, faturamento, classificação do negócio, exposições da marca, possíveis aplicações, etc...
- Tudo bem, mas quanto custa?
- Como te falei, o ideal seria marcar uma reunião. O senhor me apresenta as "questões" da marca e "desenhamos" um "briefing".
- Ih! Com esse tal de briefing é mais caro?
- Não meu senhor, trata-se apenas de uma coleta de dados para que eu saiba como conduzir melhor o trabalho.
- Mas é muito simples: Padaria do Seu Manel... E acabou...
- Tudo bem, mas é necessário que uma pesquisa de mercado seja efetuada. Preciso conhecer seu negócio.
- O senhor nunca foi a uma padaria?
- Claro que fui... Obviamente!
- Então é isso! É tudo igual: pão, leite, bolo, frango assado... Essas coisas de sempre.
- Ok. Mas insisto que nos encontremos para levantar algumas questões e fechar o negócio...
- Seu Silva, não me leve a mal, mas acho que o senhor não entendeu. Eu to te ligando para saber quanto custa...
- Bom, então o senhor quer mais objetividade?
- Isso mesmo!
- Segundo a Tabela do Sindicato dos Designers da Região Central da Planície de Montes Verdes uma marca - incluindo layout, arte-final e manual da marca - custa, exatamente, três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos...
- O que... Tá maluco?!!!
- Como assim...
- Tá achando que eu sou português?
- Não senhor... Quero dizer, sim Seu Manel. Esse é o preço praticado pelo mercado.
- Mas o meu negócio é padaria... Você sabe quanto custa um pãozinho? Teria que vender muitos pães pra pagar essa marca... Tá muito alto!
- Mas foi exatamente por isso que eu queria marcar uma reunião com o senhor...
- Com a reunião o preço abaixa?
- Vamos conversar...
- Então tá... Que horas?
- Que tal às 10:30h nesta quarta?
- 10:30h? Muito tarde!
- Mas é meu primeiro horário de trabalho.
- Tá brincando! Eu acordo todo dia as 4:30h da manhã para trabalhar, dia após dia, incluindo sábado e domingo, e o senhor, que chega ao trabalho às 10:30h quer me cobrar três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos por uma marca?!!!
- Tudo bem, então podemos marcar pro fim do dia: 21:00h tá OK?
- Que isso... Há essa hora eu já to indo pra cama. Eu não posso acordar tarde como você não... Tenho que trabalhar!
- Então é o seguinte Seu Manel: nada de reunião, entrevistas, briefing... Na segunda que vem te apresento uns layouts e tudo bem...
- Mas... Quanto custa?
- Tudo bem, tudo bem... Seu negócio é pequeno. Vou tirar o manual da marca e fazer um grande desconto para viabilizar o negócio: R$ 1.173,47
- R$ 1.000,00 pra arredondar?...
- Tudo bem... Tudo bem...
- Segunda que vem?
- Sim senhor, na próxima segunda um rapaz irá deixar os layouts para sua aprovação.
- Fechado...
- Fechado!
- O senhor poderia me passar o endereço para a entrega?
- Só um momento, vou transferir para minha secretária...
ESPERA: Com 73 lojas espalhadas pelo estado, e mais sete no exterior, a Padaria do Seu Manel é a única que possui uma ampla estrutura de entregas e serviços. Para sua comodidade acesse: www.padariadoseumanel.com e faça suas compras sem sair de casa. Na Padaria do Seu Manel você encontra mais de 15.000 diferentes produtos! Nesse mês não perca nossa promoção: a cada R$ 20,00 em compras você ganha uma cartela para concorrer a 30 casas, isso mesmo, são 30 casas no valor de R$ 60.000,00 cada uma! É uma casa por dia! O resultado da Promoção Casa Própria do Seu Manel será divulgado nos intervalos do Jornal Nacional. Participe!" "Padaria do Seu Manel, onde quem ganha é você!
Designers Associados Silva
- Alô...
- Designers Associados Silva. Bom dia!
- O Silva, por favor...
- Quem gostaria?
- Seu Manuel...
- Um momento...
- Pois não.
- Sr. Silva? Aqui é o Seu Manuel da padaria. Tudo bem?
- Tudo bem. Em que posso ajudá-lo?
- Sabe o que é, to ampliando meu negócio e gostaria de mudar a marca da minha padaria. Quanto custa?
- Bem, como assim...
- Queria saber quanto sai para fazer uma marca pro meu negócio...
- Seu Manel, os custos podem variar de acordo com uma série de fatores: tamanho, faturamento, classificação do negócio, exposições da marca, possíveis aplicações, etc...
- Tudo bem, mas quanto custa?
- Como te falei, o ideal seria marcar uma reunião. O senhor me apresenta as "questões" da marca e "desenhamos" um "briefing".
- Ih! Com esse tal de briefing é mais caro?
- Não meu senhor, trata-se apenas de uma coleta de dados para que eu saiba como conduzir melhor o trabalho.
- Mas é muito simples: Padaria do Seu Manel... E acabou...
- Tudo bem, mas é necessário que uma pesquisa de mercado seja efetuada. Preciso conhecer seu negócio.
- O senhor nunca foi a uma padaria?
- Claro que fui... Obviamente!
- Então é isso! É tudo igual: pão, leite, bolo, frango assado... Essas coisas de sempre.
- Ok. Mas insisto que nos encontremos para levantar algumas questões e fechar o negócio...
- Seu Silva, não me leve a mal, mas acho que o senhor não entendeu. Eu to te ligando para saber quanto custa...
- Bom, então o senhor quer mais objetividade?
- Isso mesmo!
- Segundo a Tabela do Sindicato dos Designers da Região Central da Planície de Montes Verdes uma marca - incluindo layout, arte-final e manual da marca - custa, exatamente, três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos...
- O que... Tá maluco?!!!
- Como assim...
- Tá achando que eu sou português?
- Não senhor... Quero dizer, sim Seu Manel. Esse é o preço praticado pelo mercado.
- Mas o meu negócio é padaria... Você sabe quanto custa um pãozinho? Teria que vender muitos pães pra pagar essa marca... Tá muito alto!
- Mas foi exatamente por isso que eu queria marcar uma reunião com o senhor...
- Com a reunião o preço abaixa?
- Vamos conversar...
- Então tá... Que horas?
- Que tal às 10:30h nesta quarta?
- 10:30h? Muito tarde!
- Mas é meu primeiro horário de trabalho.
- Tá brincando! Eu acordo todo dia as 4:30h da manhã para trabalhar, dia após dia, incluindo sábado e domingo, e o senhor, que chega ao trabalho às 10:30h quer me cobrar três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos por uma marca?!!!
- Tudo bem, então podemos marcar pro fim do dia: 21:00h tá OK?
- Que isso... Há essa hora eu já to indo pra cama. Eu não posso acordar tarde como você não... Tenho que trabalhar!
- Então é o seguinte Seu Manel: nada de reunião, entrevistas, briefing... Na segunda que vem te apresento uns layouts e tudo bem...
- Mas... Quanto custa?
- Tudo bem, tudo bem... Seu negócio é pequeno. Vou tirar o manual da marca e fazer um grande desconto para viabilizar o negócio: R$ 1.173,47
- R$ 1.000,00 pra arredondar?...
- Tudo bem... Tudo bem...
- Segunda que vem?
- Sim senhor, na próxima segunda um rapaz irá deixar os layouts para sua aprovação.
- Fechado...
- Fechado!
- O senhor poderia me passar o endereço para a entrega?
- Só um momento, vou transferir para minha secretária...
ESPERA: Com 73 lojas espalhadas pelo estado, e mais sete no exterior, a Padaria do Seu Manel é a única que possui uma ampla estrutura de entregas e serviços. Para sua comodidade acesse: www.padariadoseumanel.com e faça suas compras sem sair de casa. Na Padaria do Seu Manel você encontra mais de 15.000 diferentes produtos! Nesse mês não perca nossa promoção: a cada R$ 20,00 em compras você ganha uma cartela para concorrer a 30 casas, isso mesmo, são 30 casas no valor de R$ 60.000,00 cada uma! É uma casa por dia! O resultado da Promoção Casa Própria do Seu Manel será divulgado nos intervalos do Jornal Nacional. Participe!" "Padaria do Seu Manel, onde quem ganha é você!
27 de mai. de 2002
Amigos cinéfilos do Rio e SP, regozijai-vos.
Os caramaradas da LocZ acabaram de lançar JuliaBot, uma mão na roda para aqueles que não vivem sem um cineminha.
No seu ICQ você digita o filme que quer assistir e ele te passa todas as informações, como cinemas, horários, etc. Ou se você não sabe qual filme quer ver, ainda pode pedir umas boas dicas. Do grande caralho.
Os caramaradas da LocZ acabaram de lançar JuliaBot, uma mão na roda para aqueles que não vivem sem um cineminha.
No seu ICQ você digita o filme que quer assistir e ele te passa todas as informações, como cinemas, horários, etc. Ou se você não sabe qual filme quer ver, ainda pode pedir umas boas dicas. Do grande caralho.
26 de mai. de 2002
Da série Grandes Invenções:
Vitrolinha da Fisher-Price, uma das maiores lembranças da minha infância. Essas aí só tocavam disquinhos especiais, mas logo depois eles lançaram o que podemos considerar o primero disc-man do mundo, uma vitrolinha portátil 'de brinquedo' que tocava discos de verdade.
Vasculhando pela internet, descobri que foi até fundada a First United Church of the Fisher Price Record Player, uma espécie de culto dos amantes dessas relíquias. Sensacional.
Mais informações você encontra aqui e aqui.
Vitrolinha da Fisher-Price, uma das maiores lembranças da minha infância. Essas aí só tocavam disquinhos especiais, mas logo depois eles lançaram o que podemos considerar o primero disc-man do mundo, uma vitrolinha portátil 'de brinquedo' que tocava discos de verdade.
Vasculhando pela internet, descobri que foi até fundada a First United Church of the Fisher Price Record Player, uma espécie de culto dos amantes dessas relíquias. Sensacional.
Mais informações você encontra aqui e aqui.
25 de mai. de 2002
24 de mai. de 2002
Ez, não se esqueça das duas brincadeiras mais consagradas da Gincana Motumbo: passa-o-anel e chicote queimado.
O segundo dia de Chivas Jazz começou meia-boca, com um show muito mais ou menos de Abdullah Ibrahim. Não que estivesse ruim, mas do palco devia estar muito melhor. O som estava tremendamente baixo e o técnico de som (sempre ele...) por algum motivo obscuro simplesmente limou o som dos pratos em boa parte do show. Sem punch nenhum, achei bem chato.
Em compensação, pra depurar a alma da platéia, Avishai Cohen fez um daqueles shows que, com sorte, você assiste a cada 5 anos. Banda maravilhosa e totalmente entrosada. Você sentia ali que aquelas pessoas curtem muito o que fazem e acima de tudo, curtem tocar com aquelas pessoas. Os destaques foram o trompetista (monstro) e o próprio Avishai, pois o bichinho não somente é um exímio pianista, como também um baixista (elétrico e acústico) de mão cheia, literalmente. Amei. Amém.
Em compensação, pra depurar a alma da platéia, Avishai Cohen fez um daqueles shows que, com sorte, você assiste a cada 5 anos. Banda maravilhosa e totalmente entrosada. Você sentia ali que aquelas pessoas curtem muito o que fazem e acima de tudo, curtem tocar com aquelas pessoas. Os destaques foram o trompetista (monstro) e o próprio Avishai, pois o bichinho não somente é um exímio pianista, como também um baixista (elétrico e acústico) de mão cheia, literalmente. Amei. Amém.
23 de mai. de 2002
Da série 'meus standards prediletos': In a Sentimental Mood (Duke Ellington).
A versão mais linda de todos os tempos, de uma das músicas mais lindas do mundo foi gravada por Steps Ahead, banda dos monstros Michael Brecker, Mike Stern e Daryl Jones, entre outros. É apenas uma base de teclado com solo de sax midi, mas é de chorar.
A versão mais linda de todos os tempos, de uma das músicas mais lindas do mundo foi gravada por Steps Ahead, banda dos monstros Michael Brecker, Mike Stern e Daryl Jones, entre outros. É apenas uma base de teclado com solo de sax midi, mas é de chorar.
Tudo o que você sempre quis saber sobre código de barras e sempre teve preguiça de perguntar.
Dica dos Creative Brothers.
Rapaz, como foi que eu demorei 2 anos para ir ao Chivas Jazz Festival?
O evento é simplesmente classe Azíssimo. Estacionamento privativo (e não aquele perrengue de ter que morrer em 15 contos na mão de guardador), sem filas e estresses na porta e com banheiros na medida. Estrutura nota 10. Lembrou realmente as primeiras edições do Free Jazz, dos tempos de Hotel Nacional, quando podíamos considerá-lo um festival de jazz (nada contra seu formato atual, mas a proposta mudou radicalmente de uns anos pra cá).
Achei os shows da primeira noite duca. Jean-Michel Pilc devastador no piano, um misto de Michel Camillo com Oscar Peterson, entortando as harmonias de grandes standards e com comparsas à altura, fez seu show soar como uma grande porrada na moleira dos ouvintes. Destaque para o baterista Ari Hoenig - Uncle Beans total - e para a singela homenagem ao mestre Tom com um medley de Wave / Corcovado. É legal quando você vê alguem de fora tocando bossa nova sem a obrigação de tocar versões bossa nova. O bicho destroçou um free jazz e tá tudo em casa, como quem diz 'o Tom é um gênio, mas é assim que eu gosto de tocar suas músicas'. Bacana mesmo.
O encerramento ficou por conta de Chico Freeman, com Hilton Ruiz no piano e seu som a la cubana, mambo e rumba dos deuses. Demais.
O porém (pra variar) ficou por conta da platéia, que cisma em ir a esses eventos para fazer um bonito com o chefe, sair bem na foto ou ficar de papo furado no bar. Êta mulambada.
O evento é simplesmente classe Azíssimo. Estacionamento privativo (e não aquele perrengue de ter que morrer em 15 contos na mão de guardador), sem filas e estresses na porta e com banheiros na medida. Estrutura nota 10. Lembrou realmente as primeiras edições do Free Jazz, dos tempos de Hotel Nacional, quando podíamos considerá-lo um festival de jazz (nada contra seu formato atual, mas a proposta mudou radicalmente de uns anos pra cá).
Achei os shows da primeira noite duca. Jean-Michel Pilc devastador no piano, um misto de Michel Camillo com Oscar Peterson, entortando as harmonias de grandes standards e com comparsas à altura, fez seu show soar como uma grande porrada na moleira dos ouvintes. Destaque para o baterista Ari Hoenig - Uncle Beans total - e para a singela homenagem ao mestre Tom com um medley de Wave / Corcovado. É legal quando você vê alguem de fora tocando bossa nova sem a obrigação de tocar versões bossa nova. O bicho destroçou um free jazz e tá tudo em casa, como quem diz 'o Tom é um gênio, mas é assim que eu gosto de tocar suas músicas'. Bacana mesmo.
O encerramento ficou por conta de Chico Freeman, com Hilton Ruiz no piano e seu som a la cubana, mambo e rumba dos deuses. Demais.
O porém (pra variar) ficou por conta da platéia, que cisma em ir a esses eventos para fazer um bonito com o chefe, sair bem na foto ou ficar de papo furado no bar. Êta mulambada.
22 de mai. de 2002
Da série 'meus standards prediletos': Things Ain't What They Use To Be (Duke Ellington).
Recomendo as versões de Paul Desmond (ao vivo) e da The Gadd Gang, banda de Steve Gadd, um dos melhores bateristas de todos os tempos.
O mais engraçado é quando o Sexteto Onze e Meia arrisca tocá-la. Claro, não chega aos pés da maneira que eles tocam Cantaloupe Island - a música mais firififada de todos os tempos, mas dá bastante medo. Socorro.
Recomendo as versões de Paul Desmond (ao vivo) e da The Gadd Gang, banda de Steve Gadd, um dos melhores bateristas de todos os tempos.
O mais engraçado é quando o Sexteto Onze e Meia arrisca tocá-la. Claro, não chega aos pés da maneira que eles tocam Cantaloupe Island - a música mais firififada de todos os tempos, mas dá bastante medo. Socorro.
Mestre Catarro avisa que o Luni está voltando. Curioso, achava que só eu conhecia essa banda, que era muito legal, diga-se de passagem.
Eu vi um especial que passou com eles na falida Rede Manchete há muito tempo atrás, bem antes deles serem tema de abertura da novela Que Rei Sou Eu, e desde então achei um barato, era apaixonado pela baixista, inclusive. Agora, uma coisa que eu não tava ligado é que a Marisa Orth participava da banda! Sensacional.
Eu vi um especial que passou com eles na falida Rede Manchete há muito tempo atrás, bem antes deles serem tema de abertura da novela Que Rei Sou Eu, e desde então achei um barato, era apaixonado pela baixista, inclusive. Agora, uma coisa que eu não tava ligado é que a Marisa Orth participava da banda! Sensacional.
E eu recebi um email muito fofinho que relacionava a personalidade a letra que inicia o nome da pessoa. Olha o que diz a minha:
C- Criativo(a), amável e expressivo(a), você é uma pessoa cheia de charme e com uma dose incrível de curiosidade. Tem a maior dificuldade de se concentrar no que está fazendo e não consegue guardar suas idéias só para você: precisa compartilhar tudo com os outros. Festas? Você adora, e está sempre de bom astral. O único perigo é exagerar a dose e se tornar nervoso(a), inquieto(a) e um pouco fofoqueiro(a). Mesmo porque você adora "enfeitar" a realidade.
C- Criativo(a), amável e expressivo(a), você é uma pessoa cheia de charme e com uma dose incrível de curiosidade. Tem a maior dificuldade de se concentrar no que está fazendo e não consegue guardar suas idéias só para você: precisa compartilhar tudo com os outros. Festas? Você adora, e está sempre de bom astral. O único perigo é exagerar a dose e se tornar nervoso(a), inquieto(a) e um pouco fofoqueiro(a). Mesmo porque você adora "enfeitar" a realidade.
21 de mai. de 2002
20 de mai. de 2002
E Fabarruda manda uma grande notícia:
"Vai acontecer amanha (21/05) às 19h, no Centro de Artes Helio Oiticica a abertura da exposição One Year Performance. O H.O. fica proximo a praça Tiradentes - Rua Luis de Camoes, 68 - Centro
Time Piece é a segunda one year performance de uma série de cinco executadas por Tehching Hsieh entre 1978 e 1986. Cada obra dessa série foi tão árdua na sua execução quanto desconcertante na sua contemplação. Entre 11 de abril de 1980 e 11 de abril 1981, o artista se submeteu a um duro ritual: acionou um relógio de ponto de hora em hora, 24 horas por dia durante todo o ano. As 8.760 vezes em que bateu o ponto, tirou um fotograma de si mesmo, o que resultou num filme de animação em que cada dia (24 horas) é representado por 1 segundo de filme (24 quadros), e um ano passa a ser comprimido em seis minutos. A vida do artista, reduzida a este gesto, torna-se inseparável da arte a que ele se propõe. O formato de um ano fortalece esta tese - um período de tempo que não vai ser confundido com um intervalo ou com um evento de arte, mas um ponto aonde arte e vida se tornam uma coisa só.
Time Piece é um evento de body art / performance executado com o rigor e disciplina de uma obra formalista. Apesar de produzida em 1982, a obra transcende seu momento histórico e apresenta hoje a mesma força por estar lidando com questões não apenas na esfera da linguagem da arte mas de natureza existencial e universal. O trabalho nos convida a uma contemplação às vezes desconfortável, no que se refere a natureza do tempo, a relação entre investimento e propósito e a conviccão que sentimos perante o que fazemos. O filme aqui apresentado, apesar de ser um documento como outros que acompanharam suas performances, vai além de mero registro. Sua densidade conceitual, sua simetria (24horas X 24quadros), e sua propriedade de ser uma mídia que se expõe em tempo linear, lhe conferem as características de uma metáfora".
Bom, eu já assisti o dito filme... É do grande c*ralho, uma das coisas mais angustiantes que já vi até hoje e uma das que mais me fizeram repensar a arte. Imperdível.
"Vai acontecer amanha (21/05) às 19h, no Centro de Artes Helio Oiticica a abertura da exposição One Year Performance. O H.O. fica proximo a praça Tiradentes - Rua Luis de Camoes, 68 - Centro
Time Piece é a segunda one year performance de uma série de cinco executadas por Tehching Hsieh entre 1978 e 1986. Cada obra dessa série foi tão árdua na sua execução quanto desconcertante na sua contemplação. Entre 11 de abril de 1980 e 11 de abril 1981, o artista se submeteu a um duro ritual: acionou um relógio de ponto de hora em hora, 24 horas por dia durante todo o ano. As 8.760 vezes em que bateu o ponto, tirou um fotograma de si mesmo, o que resultou num filme de animação em que cada dia (24 horas) é representado por 1 segundo de filme (24 quadros), e um ano passa a ser comprimido em seis minutos. A vida do artista, reduzida a este gesto, torna-se inseparável da arte a que ele se propõe. O formato de um ano fortalece esta tese - um período de tempo que não vai ser confundido com um intervalo ou com um evento de arte, mas um ponto aonde arte e vida se tornam uma coisa só.
Time Piece é um evento de body art / performance executado com o rigor e disciplina de uma obra formalista. Apesar de produzida em 1982, a obra transcende seu momento histórico e apresenta hoje a mesma força por estar lidando com questões não apenas na esfera da linguagem da arte mas de natureza existencial e universal. O trabalho nos convida a uma contemplação às vezes desconfortável, no que se refere a natureza do tempo, a relação entre investimento e propósito e a conviccão que sentimos perante o que fazemos. O filme aqui apresentado, apesar de ser um documento como outros que acompanharam suas performances, vai além de mero registro. Sua densidade conceitual, sua simetria (24horas X 24quadros), e sua propriedade de ser uma mídia que se expõe em tempo linear, lhe conferem as características de uma metáfora".
Bom, eu já assisti o dito filme... É do grande c*ralho, uma das coisas mais angustiantes que já vi até hoje e uma das que mais me fizeram repensar a arte. Imperdível.
19 de mai. de 2002
Nem tudo está perdido na TV brasileira. Num domingão de Gugu no Carandiru, votação final da Casa dos Artistas e BBBs (Bebelóis Brasil), Abujamra quebra tudo com essa sucinta frase:
"Nada é mais perigoso que ter muita certeza de uma coisa, pois você passa a ignorar todas as opiniões contrárias à sua certeza. É preciso idolatrar a dúvida. A especialização é imoral." (Fecha a luz).
Cacetada, Provocações é uma das poucas coisas da TV que valem a pena assistir com o som ligado. O resto não é ruim, foi você que não apertou a tecla mute.
"Nada é mais perigoso que ter muita certeza de uma coisa, pois você passa a ignorar todas as opiniões contrárias à sua certeza. É preciso idolatrar a dúvida. A especialização é imoral." (Fecha a luz).
Cacetada, Provocações é uma das poucas coisas da TV que valem a pena assistir com o som ligado. O resto não é ruim, foi você que não apertou a tecla mute.
18 de mai. de 2002
17 de mai. de 2002
10 bateristas que eu gostaria de ser:
01. Dennis Chambers (Parliament, Deus e o mundo)
02. Neil Peart (Rush)
03. John Bonham (Led)
04. Dave Weckl (Chick Corea, Michel Camilo, Deus e o mundo)
05. Steve Gadd (Paul McCartney, Deus e o mundo)
06. William Calhoun (Living Colour)
07. Airto Moreira (Return to Forever, Deus e o mundo)
08. Omar Hakim (Sting, Madonna, Weather Report, Deus e o mundo)
09. Vinnie Colaiuta (Sting, Deus e o mundo)
10. Lenny White (Deus e o mundo)
01. Dennis Chambers (Parliament, Deus e o mundo)
02. Neil Peart (Rush)
03. John Bonham (Led)
04. Dave Weckl (Chick Corea, Michel Camilo, Deus e o mundo)
05. Steve Gadd (Paul McCartney, Deus e o mundo)
06. William Calhoun (Living Colour)
07. Airto Moreira (Return to Forever, Deus e o mundo)
08. Omar Hakim (Sting, Madonna, Weather Report, Deus e o mundo)
09. Vinnie Colaiuta (Sting, Deus e o mundo)
10. Lenny White (Deus e o mundo)
Tipo assim, 20 anos depois...
"É claro que a gente não pode ser contra a música estrangeira porque você pode acabar sendo contra Duke Ellington, e aí você estará sendo imbecil (...) Mas a gente tá chegando num ponto de mastigação mental, que 'ok' é o mesmo que 'tudo bem', entendeu, bicho? (...) Nós devemos agir em português... mas ta difícil. (...) O Brasil está matando o Brasil. (...) A música brasileira nunca será valorizada pela grande maioria. O cara que frequenta discoteca, se tiver uma graninha, não vai comprar disco brasileiro. Vai comprar o importado mesmo."
Trecho da entrevista de Elis Regina no programa Jogo da Verdade, gravado no dia 6 de janeiro de 1982, 13 dias antes de sua morte.
A baixinha realmente sabia das coisas.
"É claro que a gente não pode ser contra a música estrangeira porque você pode acabar sendo contra Duke Ellington, e aí você estará sendo imbecil (...) Mas a gente tá chegando num ponto de mastigação mental, que 'ok' é o mesmo que 'tudo bem', entendeu, bicho? (...) Nós devemos agir em português... mas ta difícil. (...) O Brasil está matando o Brasil. (...) A música brasileira nunca será valorizada pela grande maioria. O cara que frequenta discoteca, se tiver uma graninha, não vai comprar disco brasileiro. Vai comprar o importado mesmo."
Trecho da entrevista de Elis Regina no programa Jogo da Verdade, gravado no dia 6 de janeiro de 1982, 13 dias antes de sua morte.
A baixinha realmente sabia das coisas.
Ando procurando fazer as pazes com 3D design (pelos últimos posts acho que deu pra reparar). Durante algum tempo andei com um certo abuso, pois além dessa técnica ter levado um certo Hans para o lado negro da força, eu tive um sócio que gostava de tudo (se bobear, até texto corrido) em 3D.
Final Fantasies à parte, resolvi deixar o preconceito de lado e voltar a pesquisar, pra saber o que nego anda aprontando. E para minha surpresa vi muitas coisas "do bem", principalmente aqui na terrinha.
Uma delas é o trabalho do Marcelo, que não satisfeito em ser um artista gráfico de mão cheia, montou um site com vários tutoriais (do básico ao avançado), links e até mesmo um concurso de iluminação . Para os que curtem a arte da 3Dzagem é tudo de bom.
Final Fantasies à parte, resolvi deixar o preconceito de lado e voltar a pesquisar, pra saber o que nego anda aprontando. E para minha surpresa vi muitas coisas "do bem", principalmente aqui na terrinha.
Uma delas é o trabalho do Marcelo, que não satisfeito em ser um artista gráfico de mão cheia, montou um site com vários tutoriais (do básico ao avançado), links e até mesmo um concurso de iluminação . Para os que curtem a arte da 3Dzagem é tudo de bom.
14 de mai. de 2002
Só pra constar: isso não é masturbação musical. O lance é que, em música eletrônica, o grande diferencial são exatamente esses detalhes de produção, essas coisas que a gente 'não ouve' que tornam a música algo interessante, diferente, com mais dinâmica e agradável (ou não) aos ouvidos. É isso que dá vida a um som teoricamente frio, e que não o faz ficar um bate-estaca dos infernos, sem nenhum sentido ou inteligência.
Citando exemplos muuuito por alto: os Chemical Brothers adoram caprichar nos detalhes de bateria (são uns dos melhores nisso), o Crystal Method tem uma timbragem muito característica dos baixos e teclados - são bem diversificados, mas os sons tendem sempre para um "caucaucaucau" -, o Massive Attack abusa da ambientação dos instrumentos, e por aí vai.
Citando exemplos muuuito por alto: os Chemical Brothers adoram caprichar nos detalhes de bateria (são uns dos melhores nisso), o Crystal Method tem uma timbragem muito característica dos baixos e teclados - são bem diversificados, mas os sons tendem sempre para um "caucaucaucau" -, o Massive Attack abusa da ambientação dos instrumentos, e por aí vai.
Se você curte Asian Dub Foundation e nunca entendeu direito porque eles soam tão diferente das demais bandas, recomendo ouvir o clássico Buzzin' no fone de ouvido.
Ontem, enquanto o sono não chegava (putz, como tem demorado para aparecer), resolvi vasculhar meus mp3's para ver o quão diferente as músicas soariam no headphone.
Rapaz, e não é que eu quase caio pra trás quando seleciono a dita cuja? Apesar de manjadinha, Buzzin' é uma obra prima do drum'n'bass. A riqueza e a diversidade de seus elementos é de um detalhismo invejável, cheia de blims, poims e blurblurblurs, tudo selecionado muito cuidadosamente, com um extremo bom gosto e incrívelmente bem mixado (e tome "pan rotativo"). Muito bom mesmo.
Eu sempre simpatizei com o som e as idéias dos caras, mas depois dessa, ganharam meu respeito de vez. Muito bom.
Ontem, enquanto o sono não chegava (putz, como tem demorado para aparecer), resolvi vasculhar meus mp3's para ver o quão diferente as músicas soariam no headphone.
Rapaz, e não é que eu quase caio pra trás quando seleciono a dita cuja? Apesar de manjadinha, Buzzin' é uma obra prima do drum'n'bass. A riqueza e a diversidade de seus elementos é de um detalhismo invejável, cheia de blims, poims e blurblurblurs, tudo selecionado muito cuidadosamente, com um extremo bom gosto e incrívelmente bem mixado (e tome "pan rotativo"). Muito bom mesmo.
Eu sempre simpatizei com o som e as idéias dos caras, mas depois dessa, ganharam meu respeito de vez. Muito bom.
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